Editorial 28 de junho de 2018

Fátima Anjos

2018-06-28

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Anfiteatro ao Ar Livre
A Sociedade Filarmónica Vizelense vai comemorar o seu 136º aniversário com a inauguração de um Anfiteatro ao Ar Livre com capacidade para 700 pessoas sentadas. Eis que estamos perante uma boa nova para Vizela principalmente, porque ouvimos o presidente da instituição José Armando Branco, afirmar, em entrevista à Rádio Vizela, que esta é uma obra que servirá não só a instituição como toda a comunidade. 
É certo que não virá fazer o lugar de um auditório mas poderá ser palco de várias atividades nos meses em que formos brindados por temperaturas amenas e ausência de chuva. E uma boa nova também, porque, nesta altura, ainda não sabemos quando é que Vizela poderá vir a dispor de um verdadeiro auditório. Estando a conclusão daquele que se encontra integrado no edifício-sede dependente da execução da obra em falta na Câmara Municipal, não se prevê que este venha a ser uma realidade a breve trecho. Mais depressa deverá avançar a conversão do Cine Parque no auditório da cidade, até porque é já um compromisso assumido para este mandato e sobre o qual terá o atual presidente de responder ao seu eleitoral. Além disso, a execução desta obra envolverá valores inferiores aos previstos para a conclusão do edifício-sede, obra que deve ter “diabo”. 20 anos de concelho com a casa por acabar...

Homenagem a Alfredo Ribeiro
A iniciativa é da Confraria de S. Bento das Peras e pretende perpetuar a memória do presidente Alfredo Ribeiro, cuja vida foi roubada de forma mais do que trágica. Rara era a vez que não passeava no monte do padroeiro sem com ele me cruzar e, quando o tempo nos permitia, sempre me falava dos seus sonhos para o monte de S. Bento, não deixando também de manifestar a sua tristeza pelo facto de nem tudo correr como previa, de que eram exemplo construções no monte do padroeiro, sobre as quais, não tinha quaisquer problemas, em demonstrar o seu desacordo. Daí defender que a maior homenagem que um dia lhe poderá ser feita passa pela conclusão do projeto anunciado no passado, nem que o mesmo tenha de ser readaptado às circunstâncias financeiras atuais, bem como a preservação do Monte de S. Bento, o que passará por alguma resistência às pressões dos setores imobiliário e turístico. 
Entretanto, reconhecer que a realização de um Concerto de Gala com a Banda de Música no alto do S. Bento em homenagem a Alfredo Ribeiro é uma ideia muito bonita e que promete emoções fortes. Notas de música esvoaçarão entre a brisa noturna lembrando a leveza dos passos com que Alfredo Ribeiro percorria aquela que decidiu dar o nome da “Estrada da Vida” para perpetuar o nome dos beneméritos da Confraria de S. Bento das Peras. Será, por isso, mais do que o justo que o seu nome fique também naquele espaço perpetuado para a eternidade.