Uma questão de reconhecimento

José Borges

2019-08-14

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Uma questão de reconhecimento Ora aí está de volta o futebol indígena. O fenómeno, que mundialmente faz recair sobre si a atenção das massas, consome horas intermináveis de transmissões televisivas e absorve enorme espaço nas redes. Os seus mais fiéis seguidores, libertam-se da pouco cómoda sensação de vazio existencial, e passam a ter nas competições, o seu principal motivo de ocupação lúdica. Os adeptos dos Clubes vão reviver novas emoções, obviamente diferenciadas consoante os resultados, que se venham a verificar. Uma coisa será certa e se repetirá do passado. Cada um vai ver o jogo e as suas incidências, conforme o interesse da cor das suas bandeiras, mandando às malvas a coerência e o sentido ético, que deveria estar subjacente às análises formuladas.
Já por várias vezes, neste espaço, versei a tese, acerca da simbiose, que deve existir entre a atividade desportiva e os agentes que a promovem. Cada um no seu espaço, mas reconhecendo sempre, e de forma efetiva, o papel, que cabe a cada uma das partes. Tenho a perceção, de que em Vizela, os clubes e associações locais, têm merecido a devida atenção dos vários órgãos de Comunicação Social, seja ela falada, escrita ou em versão digital. Assim, reconheça-se o devido mérito a esses órgãos e aos seus colaboradores, que exemplarmente, e com base no esforço e na dedicação, têm dado cobertura quase integral às suas atividades, dando-lhe a importância e a visibilidade, que bem merecem. Como homem com costela da Comunicação, e cofundador da Cooperativa, que juridicamente sustenta este periódico e esta Rádio, deixo aqui um aceno de simpatia e de reconhecimento a todas/as que diariamente promovem esta atividade de autêntico serviço público. Foi graças a vós, que hoje tive a oportunidade de ouvir o Sr. Joaquim Mendes, presidente do simpático clube de Montesinhos a regozijar-se e justamente, pelos sucessos desportivos do seu clube no âmbito do futebol popular, e na forma como o Município e o seu Presidente ajudaram o Montesinhos a dar vários passos em frente. Este é apenas um exemplo, que pode ser replicado um sem número de vezes, e com outros Clubes e protagonistas. Quebrou-se a ideia generalizada, de que a este nível, dos pequenos não reza a história. Bem pelo contrário.
Com a intervenção pública de apoio à remodelação das infraestruturas desportivas dos Clubes do Concelho, surge a inscrição do Santo Adrião e do Tagilde nas competições federadas da Associação de Braga. Que este exemplo, possa ser seguido pelo Infias, pelo Montesinhos, e também eles possam inscrever-se na Associação superiormente dirigida por esse senhor do dirigismo desportivo, que me trouxe para o fenómeno já lá vão trinta anos. Manuel Machado já deu muito a Vizela e Vizela deve-lhe algo.