Uma comemoração de caráter obrigatório para todos os Vizelenses

Jorge Pedrosa

2017-05-18

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Acompanhei, com todo o gosto as diversas atividades que a organização das comemorações dos 140 anos de existência da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela levou a efeito, assinalando a efeméride com momentos de grande significado, entre os quais destacaria a inauguração da Parada e o Museu do Bombeiro. 
Mais do que um espaço físico, esta obra recordar-nos-á todos aqueles que, investidos do verdadeiro espírito de servir a população, nunca olhou a meios para levar por diante aquela que é a maior e mais emblemática Associação de entre as quase seis dezenas existentes, no Concelho. As comemorações dos 140 anos da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela, coincide com a notícia tornada pública, há poucos dias, da candidatura de João Ilídio Costa, o ainda Presidente da referida Associação, como cabeça de lista à Câmara Municipal, pelo Partido Socialista, tema esse, já por mim abordado, em artigo de opinião, nas páginas deste jornal, há uma semana atrás.
Até aqui, nada de mais. Apesar do mandato de João Ilídio Costa ainda ir, praticamente, a meio, o certo é que como cidadão livre, num país em liberdade, a sua candidatura por um partido, com vista a apresentar-se a eleições, no próximo dia 1 de outubro, veio, uma vez mais, baralhar e dar de novo outras cartas que, aparentemente, sempre estiveram no baralho, mas que se mantinham recatadas à espera da oportunidade, sempre tão desejada por Ilídio Costa, em tornar-se Candidato a Presidente da Câmara Municipal de Vizela.
Eu, que me considero um democrata, não vejo qualquer razão de peso para que João Ilídio Costa não possa avançar, como é, de resto sua vontade expressa. O que eu questiono, secundado por outros Vizelenses, é como é que João Ilídio, que disse, no seu discurso, domingo passado, ter os bombeiros no coração, os abandona, num momento, onde parte dos objetivos que se propôs levar a cabo, neste seu mandato, não terem sido ainda cumpridos, nomeadamente, o tão ambicionado centro de Formação, que alguma tinta fez correr, pela imprensa local.
Apesar desse pressuposto, ninguém pode por em dúvida o trabalho de excelência que o mesmo levou a cabo na Associação. Por tudo aquilo que fez, os Vizelenses devem-lhe respeito e gratidão, pois podemos orgulhar-nos de termos na nossa Terra uma das mais prestigiadas Associações de Bombeiros Voluntários do país. E são esses mesmos que, nesta hora de comemorações, não poderia deixar de felicitar por todo um trabalho de Campo, levado a cabo por Mulheres e Homens de boa vontade que zelam pela nossa segurança, dia e noite. A todos esses Heróis, que escolheram o bem do próximo, como lema de vida, o nosso muito, muito obrigado!
Seria pouco natural, a poucos meses antes das eleições autárquicas, que nada dissesse, enquanto candidato a Presidente da Câmara Municipal de Vizela, ladeado, para já, por outros dois candidatos, um da parte do Movimento e outro do PS. Para que não restem dúvidas, a Coligação continua calma e recetiva, como sempre o esteve, no que concerne à apresentação de outros candidatos. É assim em Democracia. Está assim expresso na Constituição, dando total liberdade a que forças partidárias ou/e independentes se possam apresentar a sufrágio. É desta forma que a Coligação perfará o seu percurso, sem atropelos, sem histerismos desesperados, como se os direitos só fossem apanágio de uns quantos. Ainda bem que assim não é. Da nossa parte, respeitaremos todos os nossos adversários políticos e deixaremos que os Vizelenses, sem pressões ou promessas desvairadas, possam usar o seu direito de voto, como bem quiserem e entenderem. São eles que terão de escolher os seus governantes. E aqui, os Vizelenses não se deixam levar por inexequíveis promessas de quem já mostrou não saber gerir os dinheiros públicos. Será que descobriu, a poucos meses das eleições, a poção mágica de encontrar financiamento, onde nunca o conseguira antes?
As declarações, no mínimo infelizes, do responsável pelo Movimento Vizela Sempre, no decorrer da conferência realizada a 9 de maio, abordando o tema do candidato escolhido pelo PS, é bem o paradigma da falta de ética, do vale tudo… Se não , lembremos …”O senhor João Ilídio Costa foi um dos impulsionadores da minha candidatura e garantiu-me que apoiaria esta minha caminhada…..” O senhor João Ilídio Costa criticou pública e veementemente, ao longo dos últimos anos o atual Presidente da CMV”….Escusa de ligar aos elementos que fazem parte da estrutura do MVS, porque irá receber sempre a mesma resposta que recebeu nos telefonemas que fez ao longo dos últimos dias… “…o Senhor João Ilídio Costa já deu provas…que é incapaz de fazer pontes, a não ser que a sua vontade seja a vontade conseguida…” 
Palavras para quê? Quando não se consegue separar o domínio público do privado, só resta a Victor Hugo Salgado agarrar-se às tão propaladas sondagens (por onde andará a ficha técnica?), que lhe dão todas as vitórias e mais algumas. Porquê, então, tanta preocupação?
A Coligação, como disse antes, respeita e continuará a respeitar os seus adversários políticos, dentro de um quadro de cultura democrática, como é, aliás, a sua marca. 
Parabéns sinceros aos nossos bravos bombeiros!!!