Ter casa para jogar

Zélia Fernandes

2019-03-21

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Remate Certeiro 21-03-2019


1-Vizela completou, no passado dia 19, 21 anos de autonomia administrativa, um concelho jovem, com as dificuldades e os condicionalismos que se conhecem, e com tanto por fazer. 

Entre muitas coisas que ainda faltam em Vizela estão algumas infraestruturas desportivas. Os últimos tempos têm sido de aposta nos relvados sintéticos, e que falta faziam, mas julgo que urge a construção de um pavilhão com condições para albergar as modalidades que vão surgindo e que ficam sem resposta para a sua prática ou progressão. 

Partilho da opinião que Vizela e as suas freguesias devem ter cada vez maior ecletismo desportivo, mas como diz o povo está a colocar-se um pouco “o carro à frente dos bois”. O povo vizelense é conhecido pelo seu espírito empreendedor, de iniciativa e dinamismo e os últimos tempos trouxeram-nos dois exemplos disso mesmo. Primeiro foi o jovem Departamento de modalidades do FC Vizela e levar para a frente a criação de uma secção de basquetebol e depois, a vizelense Alexandra Araújo, que farta de ver os seus filhos a conquistar títulos e troféus fora de Vizela, lançou o repto à Câmara Municipal para a criação da Vizelaskating – Clube de Patinagem de Vizela. 
Isto com o intuito de colocar em Vizela esta bonita modalidade e quem sabe mais tarde, ter os seus filhos e outros a ganhar títulos para a patinagem vizelense.
Dois projetos arrojados, mas válidos e com pernas para andar, mas ambos com o mesmo entrave, onde treinar e onde jogar? O velhinho pavilhão municipal, construído ainda quando Vizela fazia parte de Guimarães, tem cada vez menos condições. Carece de obras, sobretudo ao nível do piso, que de inverno impede a realização de alguns jogos, devido à humidade. 

Ainda se vai contando com a boa vontade dos pavilhões escolares, e o da Escola Secundária de Vizela na fase final da remodelação deverá ser uma solução provisória, para os dois casos. No entanto, julgo que urge a construção de um pavilhão, com condições para estas e outras modalidades que ainda possam ainda surgir. 

2-A violência no desporto não é novidade, sendo frequentes as notícias de agressões em recintos desportivos, quando o desporto devia ser um programa familiar, com a presença de crianças a acompanharem os seus pais. Os condenáveis duplos acontecimentos registados no estádio do Bessa e no pavilhão do Dragão não podem ficar no silêncio, as pessoas que protagonizaram as agressões registadas devem ser severamente punidas. E nem sequer vale a pena relembrar como funciona a justiça noutros países, particularmente na Inglaterra onde qualquer agressor vê a sua “carreira de adepto desportivo” interrompida.

Devem ser os dirigentes de cada um dos clubes a primar para que a sua “casa” seja um lugar de espetáculos desportivos, aberto a todos. Locais onde possam estar famílias inteiras a desfrutar de um espetáculo desportivo, sem medos. 

Há que identificar e banir quem não permite que tal seja possível.