Remate Certeiro 22/06/17

Manuel Marques

2017-06-22

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Parece que o último fim de semana foi talhado pelo diabo. 
Na primeira vez que Portugal participa na Taça das Confederações, face ao título de campeão europeu conquistado em França, o mundo parou em rigoroso minuto de silêncio (na verdade foram 15 segundos) por mais de meia centena (63 até terça-feira) de vítimas do dantesco fogo florestal de Pedrogão Grande cujas chamas irão ainda “arder” por longos tempos nos jornais, rádios, televisões e ministérios excluindo-se aqui as Forças Armadas que foram amordaçadas e sentadas estão no banco dos suplentes mais as suas aeronaves anti-fogo florestal por ordem ministerial ou de negócios secretos, não sei. É o que temos!

As palavras de Gianni Infantino foram sintomáticas de que Portugal estava sob as labaredas do inferno com o Presidente da FIFA a deixar um forte abraço de solidariedade ao Povo português na abertura de uma das mais importantes provas internacionais de futebol.
Os clubes portugueses, incluindo o FC Vizela, também não tardaram a expressar a sua solidariedade e apoio aos familiares das vítimas de Pedrogão num sinal inegável de que o Desporto é muito mais amor e entre ajuda do que a selvajaria e oportunismo que tantas vezes o incendeia.
À mesma hora que os incendiários ou das trovoadas secas (falta apurar) incendiavam as aldeias de Pedrógão, também de forma brutal, a nossa terra perdia um homem que eu conheci na minha infância de emblema do FC Vizela ao peito. O ex-jogador Mamede, 63 anos, seguiu as pisadas de seu pai o famoso Caixeiro que militou na primeira equipa do Vizela (1939) e demonstrou grandes dotes futebolísticos. Também os seus irmãos (Quim e Zé) foram exímios executantes no Vizelinha, geração que se prolonga até aos dias de hoje com o sobrinho André Pinto (jogador de grande talento) a representar os nossos seniores.

Felizmente o FC Vizela está de boas relações com o seu passado, com a sua própria história e não esquece este e outros homens que honraram o seu emblema. A ingratidão para com os históricos de qualquer instituição é algo exclusivo das pessoas pequenas, ingratas e egoístas. 
O presidente Eduardo Guimarães é pessoa de bem, não faz parte desse tipo de gente e por isso os jogadores e dirigentes, que sob a presidência de Domingos Vaz Pinheiro formaram a célebre equipa de 1966-1967 conquistadora do primeiro título de campeão nacional da III Divisão, será justamente homenageada dia 08 de julho.