Remate Certeiro 18.01.2018

Manuel Marques

2018-01-18

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Esta sexta-feira, Eduardo Guimarães substitui-se a si próprio na presidência do Futebol Clube de Vizela, clube que no passado dia 01 de janeiro evocou 79 anos de ininterrupta atividade. São duas boas notícias.

Já foi dito publicamente pelo próprio que hoje o FCV navega em águas calmas deixando para trás um mar de tormentas que lhe tolhiam o presente e o futuro. Com o rumo mais do que justificado da equipa sénior apontado à II Liga (de onde nunca deveria ter saído porque efetivamente o campeonato de Portugal deixa imenso a desejar). É uma prova desigual, onde há três equipas no máximo com estatuto a aspirar a algo mais e as restantes limitadas à sua própria condição pelando-se por almejarem um ponto ao ferrolho como se viu no domingo na receção ao Bragança. Decididamente o Vizela é um clube para disputar as duas provas profissionais da Liga e mais abaixo disso não passa duma travessia do deserto, e uma escola de formação abrangente, mais um soberbo departamento de atletismo, o Vizela está vivo, forte e recomenda-se. De importância extrema é também a sua SAD e massa associativa.

Importa acrescentar que a nova direção integra jovens dinâmicos, cheios de ideias e vontade de tornar este clube mais expansivo ao nível de outras modalidades do agrado dos vizelenses. Assim seja.
Percebe-se que os restantes embaixadores do desporto deste jovem concelho – Município que entra este ano nas duas décadas de vida – casos do CCD de Santa Eulália que mantém intensa atividade e mostra-se arrojadamente disponível para assumir na totalidade a gestão do campo municipal; do Desportivo Jorge Antunes que recentemente comemorou 38 anos de vida e se torna cada vez mais eclético e dispõe de grandes projetos em manga; do S. Paio de Vizela, do Tagilde que comemorou no sábado 40 anos de vida, do Montesinhos, do CCR de Infias (será desta que vai chegar o campo de futebol prometido há anos?), da Casa do Povo, do AMAS, do Vizela Ténis Atlântico, do Callidas Club, etc. estão de franca saúde e se recomendam.

Todas estas coletividades, cada qual à sua dimensão e na sua área, têm reconhecido mérito no bom que por cá se faz desportivamente na cidade e freguesias. A exceção mesmo poderá ser Santo Adrião que depois de ver inativo o Grupo Desportivo de Lagoas que tanto fez pelo desporto-rei, viu fechar portas há poucos anos atrás o único clube da freguesia que disputava provas da AFB. 

Estamos em crer que a seu tempo, e com a vontade dos bons santoadrianenses, o desporto voltará a esta ridente e histórica freguesia com a pujança de outrora ou melhor ainda. Será bom para todos.