Remate Certeiro 13/04/17

Hélder Freitas

2017-04-13

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As arbitragens (ou melhor, as más arbitragens) estão na ordem do dia cá no burgo com os ditos grandes a gladiarem-se entre si para escalpelizarem que tem sido mais prejudicado. É curioso como o Sporting critica as arbitragens como se fossem os árbitros que contribuíram decisivamente para o momento menos positivo que a equipa atravessou a meio do campeonato, com um plantel mal idealizado, contratações erradas e afins. Ou então o Porto com a falta de grandes penalidades que teve a seu favor como se estas por si fossem reverter o período menos bom que a equipa teve onde jogava um futebol pobre e descaracterizado. O Benfica fala pouco, pudera, vai na frente e a verdade seja dita, a equipa no deve e no haver tem saldo altamente favorável no que diz respeito aos enganos dos árbitros a seu favor. O mais estranho de tudo isto é ouvir os dirigentes destes clubes fazerem tantas queixinhas como se tivessem de ser levados ao colo. E então os outros. Esquecem-se tão facilmente que os outros, os pobrezinhos, são sempre mais vezes prejudicados e que não têm poder nenhum junto dos media para empolar as situações que frequentemente ocorrem. Deixem-se disso. Os árbitros vão errar maioritariamente a favor dos grandes, isso é ponto assente. 
Felizmente há novidades no que diz respeito aos meios e recursos que os árbitros vão poder dispor para tomarem decisões mais acertadas, vamos esperar que as mesmas se mostrem eficazes para de uma vez por todas se acabar com o clima de suspeição reinante. Eu tenho para mim que muitas das vezes os árbitros erram por incompetência e não premeditadamente. Ou porque cedem à pressão, ou porque não são capazes, ou porque não estão suficientemente preparados e não porque vão preparados para beneficiar A ou B. Há que relevar um pouco mais e esperar de facto que as novas tecnologias possam ser uma óptima ferramenta com o objectivo de minimizar ao máximo os erros das arbitragens.

É incontornável também falar por ora, da violência que tem existido no futebol. Sem esquecer o caso recente mais badalado do futebol português (até porque de forma infeliz não é caso virgem). Preocupante também foram os números revelados das agressões a homens do apito. Números elevados que indicam e evidenciam a cultura portuguesa (ou pelo menos de quem vai ao futebol) no que diz respeito ao desportivismo que possa ou não existir. Absolutamente chocante é sabermos que mesmo nos escalões jovens tem existido violência gratuita, muitas vezes entre os próprios familiares dos atletas que deveriam dar o exemplo… 

É urgente mudar a moldura penal para quem prevarica para que estas agressões deixem de existir.