Remate Certeiro 12.10.2017

Hélder Freitas

2017-10-12

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Este final de semana há “festa do futebol” o mesmo é dizer que há Taça de Portugal com a visita dos maiores clubes do futebol português a equipas “quase anónimas” no panorama do futebol em Portugal. Registo com muita satisfação o facto de nesta terceira eliminatória independentemente da ordem que saiu no sorteio, os clubes do primeiro escalão terem obrigatória e forçosamente que se deslocarem a casa dos clubes teoricamente mais “fracos” que militam em campeonatos inferiores. 
Pena é que tal aconteça só nesta eliminatória e não seja em toda a competição, porque os clubes maiores, com orçamentos logo também bem mais elevados, deveriam ter sempre de “ceder” e deslocar-se à casa dos “pequeninos” para que efetivamente, a “festa do futebol” se prolongasse e não fosse um exclusivo desta eliminatória. Situação curiosa que agora me lembrei: “ainda sou do tempo” onde os grandes e outros menos grandes mas das mesmas lides, por sortilégio de um sorteio de todos contra todos, tiveram de fazer jogos em campos pelados...verdade! Na década de oitenta, tal situação verificou-se, mas foi no século passado...
Hoje em dia logo reclamam, porque é num sintético, ou porque a relva é muito alta, ou porque faz muito vento, é quase por tudo e por nada como se “as donzelas” não pudessem jogar em circunstâncias não tão agradáveis/favoráveis porque correm riscos de lesões desnecessários. Tretas! Ah também se lembraram de dizer que as bancadas, desses mesmos estádios “mais pobrezitos”, não servem, ou os balneários não se adequam... como se os jogadores da “nata” do futebol português tivessem todos eles iniciado o futebol” em berço de ouro” e nunca tivessem feito um joguito que tivesse sido num campo de piores condições. Deixem-se disso. Deixem “os pequeninos” viverem a “festa do futebol”. Não tirem a alegria ao povo. Criticarem este tipo de situações quando todos os anos se faz um jogo num estádio que não tem casas de banho em número suficiente, que não tem uma única bancada coberta e toda a gente fica à mercê do estio ou da intempérie e onde no caso desta última transforma o exterior do estádio num verdadeiro lamaçal, não é sequer de bom tom. Por isso, o que saiu no sorteio deveria ser condição única para a realização do jogo. Se o estádio onde se vai realizar o jogo não tem iluminação, joga-se durante o dia, se não cabem mais espetadores, vão menos, se os balneários são apertados, paciência é só um jogo que essas equipas vão lá fazer enquanto que os “que lá vivem” jogam lá a temporada toda. Não inventem cenários para tirar a “casa” aos clubes que foram premiados pelo sorteio com uma hipotética boa receita. 
Eles só querem jogar! E sabem à partida que já estão derrotados, mas o que querem é jogar. E não é isso que se pede? Que joguem e que o futebol seja uma festa. 
Por isso, vamos lá acompanhar Vizela e Moreirense este final de semana com a certeza de que, em caso de vitória, a probabilidade de receberam um grande no seu estádio, é cada vez maior, isto se estes últimos vencerem os seus jogos.