Remate Certeiro 05.04.2018

Hélder Freitas

2018-04-05

Partilhe:


Nas equipas que este jornal que lhe chega às mãos acompanha, há duas notas a ressalvar nesta última jornada realizada na semana passada. O FC Vizela conseguiu de forma muito natural o apuramento para a próxima fase do Campeonato de  Portugal e o Moreirense viu-se envolvido num jogo frenético que terminou com derrota cónega depois de uma vantagem parcial de 0-3 aos 56'.

1 - Vamos por partes, desde logo para enaltecer o feito conseguido pelo FC Vizela de apurar-se para  a fase seguinte da competição quando faltam ainda disputar quatro jogos. Tal observação deixa a imagem de uma equipa muito competente que só conheceu o sabor amargo da derrota numa ocasião numa série que tem sido, repercuto-me a toda a história deste campeonato até à edição presente, uma das séries mais duras e mais difíceis de se conseguir lutar pelos lugares que ditam acesso à disputa dos jogos para a subida de divisão. É certo que o investimento sério e capaz que foi feito ditariam numa primeira análise este desfecho, mas também não é menos verdade que no futebol  os jogos ganham-se dentro do campo e foi aí que o FC Vizela chamou a si o facto de ser a equipa mais capaz e a melhor em todos os aspetos. É um pouco injusto dizer-se que ainda não se conseguiu nada quando o objetivo passa por subir de divisão, mas há que contar com as outras equipas que lutam precisamente pelos mesmos objetivos. Leiria e Farense à cabeça, são equipas sediadas em capitais de distrito que, por si só e como se isso não bastasse, têm todo o historial rico de presenças na primeira divisão a “ajudar”, ou não. Mas o  FC Vizela pode muito bem lutar com qualquer uma destas e de outras equipas que consigam o apuramento assim a equipa de Carlos Cunha seja igual a si própria, no fundo, seja tudo aquilo que foi nesta primeira fase da competição. Eu acredito!

2 - Em Portimão, assisti a algo que ainda não tinha presenciado in loco num estádio de futebol; uma equipa esteve a ganhar 3-0 e perdeu o jogo. Ou dito de forma diferente, uma equipa marcou três golos fora de portas mas perdeu o jogo. À primeira vista seria algo de inconcebível ou inqualificável, mas até pode ser qualificado de forma simples: houve futebol. Para quem perde traçam-se cenários posteriores à derrota de tudo e algo mais que poderia ter sido feito para evitar a mesma, para quem ganha fica a sensação de que o futebol é bonito por isto mesmo, por tudo o quanto se reveste de imprevisível. O Moreirense tem algumas razões de queixa da arbitragem, porventura não nos lances finais mas no desenrolar dos mesmos lances em que faltas sobre os atletas dos cónegos passaram incólumes; tem algumas queixas da falta de sorte, substituições forçadas e incapacidade física de André Micael dar o seu contributo à equipa quando esta ainda estava a ganhar e depois ainda sobram as culpas próprias. 
Petit já as reconheceu, melhor do que ninguém deve tê-las identificado e escalpelizado aos seus jogadores para que não voltem a acontecer sobretudo numa fase decisiva da prova e do objetivo Moreirense que passa pela manutenção. Esta batalha foi perdida mas a guerra ainda é bem possível de ser ganha. Eu acredito!