Refazer a história é uma forma de desejar futuro

Pedro Oliveira

2017-11-09

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O Governo do Partido Socialista (PS) liderado por António Costa conseguiu ver aprovado, em sede de votação na generalidade, o orçamento para 2018. Mais uma vez, o Governo da República conseguiu através do apoio das Esquerdas parlamentares BE-PCP/PEV, e consequente aprovação do orçamento na Assembleia da República, demonstrar que, afinal havia outra solução política para governar o país. Isso significou mais crescimento, menos desemprego, menos défice e menos dívida.
Contrariamente à política de empobrecimento que a Direita PSD/CDS-PP adotou em Portugal, o Governo do PS conseguiu restituir rendimentos aos trabalhadores e reformados, prosseguindo com as políticas de reversão nos cortes dos salários às pessoas. 
O discurso do Governo do PS passa por um modelo de desenvolvimento económico para o país assente no investimento à inovação e no apoio às empresas. O discurso passa inevitavelmente pelos recursos humanos, no aumento das qualificações das pessoas e na transferência do conhecimento adquirido para o tecido empresarial capaz de transformar esse conhecimento em valor. 
Ao invés das políticas da Direita assentes fundamentalmente em economês neoliberal, cuja estratégia assentava fundamentalmente em perda de valor real de salários e no aumento de impostos como melhoramento da competitividade da economia nacional, o programa de Governo do PS com o apoio das Esquerdas que a Assembleia da República aprovou, passou a assentar no seu discurso - as pessoas - e o melhoramento das suas condições de vida. 
Com o PS aumentou o crescimento económico e o nível de confiança das pessoas, a que não é displicente o modelo de desenvolvimento que o Governo tem para o País, que consta numa clara intenção daquele em melhorar os índices de progresso social e económico: este ano o IRS baixa, as pensões sobem, o salário mínimo e o abono de família aumentam. 
Ao longo do tempo, a Direita PSD/CDS-PP de má memória que tivemos em Portugal, disferia um ataque feroz, fundamentalmente à classe média, e àqueles que se encontravam na base da pirâmide socioeconómica. À medida que se perpetuava cada ano no poder, retirava direitos aos trabalhadores e reformados e agravava de forma continuada as condições de sustentabilidade do estado social. Para além disso, baixava salários e aumentava o horário de trabalho, explorando trabalhadores, com o objetivo de transferir os rendimentos do trabalho para o capital de forma célere. 
As políticas que a Direita neoliberal à portuguesa pretendeu levar a efeito, nomeadamente na destruição das funções do Estado (educação, saúde e segurança social), pugnava para que as verbas do orçamento de estado fossem transferidas para os interesses privados (quem não se lembra da histeria dos donos dos colégios privados pela continuação de viverem à custa do erário público; quem não se lembra da medida que o governo PSD/CDS-PP queria levar a cabo, se não tivesse sido apeada do poder, com o corte em 600 Milhões nas pensões dos portugueses).
A 4 de novembro último, em entrevista ao Jornal Público, José Luís Arnaut (Advogado) do PS e João Semedo (Médico) do BE fizeram referência “à descaracterização do Serviço Nacional de Saúde (SNS) promovida pela Direita neoliberal”. Em 2013 o Governo PSD-CDS/PP fez um corte de 675 milhões de Euros ao SNS. Com exceção da reforma das unidades de Saúde Familiar nos cuidados de saúde primários o SNS foi perdendo capacidade instalada e de resposta aos utentes. Em 2016 – apenas em 1 ano - o SNS pagou a fornecedores e prestadores de serviço privado mais de 5 mil milhões de euros. 
Este orçamento – na senda do que tem vindo a ser protagonizado - assenta fundamentalmente em recolocar no eixo central da atividade pública o Estado como pessoa de bem: no investimento da qualificação das pessoas, na diminuição das desigualdades, no investimento dos sistemas públicos, no investimento à economia empresarial e no aumento do emprego. À medida que o tempo passa vão-se cumprindo as metas orçamentais do governo. Faz-se mais e melhor. A economia este ano acelerou com força, convergindo com a média europeia ao fim de 17 anos. É um país com dados positivos de desenvolvimento a muitos níveis: economia, emprego, investimento público e privado, devolução de rendimentos, aumento das pensões, tornando-se já um case study por essa Europa fora. 
De 2011 a 2015 a coligação dos partidos de Direita PSD/CDS-PP governaram com indiferença social perante milhares de portugueses. Na anterior legislatura do PSD/CDS-PP o aumento do desemprego e o aumento das estatísticas relativas à pobreza e à exclusão social foram a imagem de marca daquela coligação, condenando milhares de empresas à falência e aumentando a desproteção do estado perante as suas vítimas.
Este governo do PS devolveu às pessoas a esperança num Portugal melhor. É com o sentimento de justiça e sensibilidade social que este governo se tem apresentado aos portugueses. Por tudo aquilo que aconteceu no passado recente, acresce ainda mais a responsabilidade do governo PS com o apoio das Esquerdas em restaurar a moralidade do Estado perante as pessoas, devolvendo rendimentos e aumentando a coesão social dos portugueses.
Fazendo assim jus ao cumprimento do artigo 1º nos Estatutos do Partido Socialista: o PS é uma organização política de homens e mulheres, empenhada na construção de uma sociedade livre, igualitária, solidária, económica e socialmente desenvolvida.