Os Socialistas honram o Partido, os falhados utilizam-no indevidamente

Armando Silva

2017-06-14

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O verão quente de 2017 está sem dúvida a fazer estragos na memória de alguns, ao ponto de sonharem ser os moralistas numa história sem moral. 
O Partido Socialista sempre se pautou pela via democrática, sendo prova disso a votação interna que levou a cabo para escolher o seu candidato para a Câmara Municipal de Vizela. A votação clara derrotou Victor Hugo Salgado, reconduzindo Dinis Costa ao lugar que o derrotado ambicioso pretendia alcançar.  
Pautando-se pela democracia, o candidato vencedor entendeu, por vários motivos pessoais e essencialmente por querer honrar a sua palavra, não avançar com a sua legítima candidatura, cumprindo o que disse anteriormente: que não se recandidataria em 2017. Penso que só o poderemos acusar de ser íntegro e cumpridor da sua palavra, tendo o mérito de ter encontrado um candidato à altura do Partido Socialista como independente. 
Sem vínculo ou compromisso, qualquer pessoa pode jantar com quem entender e não o podemos levar a mal. Trata-se de um descomprometido no meio político e isso dá-lhe uma grande margem de horizonte e manobra. 
Quanto a incoerência, a mesma traduz-se em perder um ato eleitoral e assobiar para o lado, abanando o capote e tentando afastar a responsabilidade; incoerência é utilizar lugares que não são pessoais, mas sim de eleitos pelo Partido Socialista, denegrindo a imagem que pelo compromisso de honra deveriam respeitar, mas claro não podem porque já a hipotecaram; incoerência é atacar pessoas de bom senso que no tempo souberam desligar-se dos seus cargos para poderem assumir outros futuros; incoerente é a falta de ética evidenciada ao falar de pessoas que trabalham afincadamente para o bem comum, como é o caso do Rio Vizela; finalmente falta de ética é julgar-se melhor ou superior, sem provas dadas. 
Aquando do ato eleitoral interno, eu conhecia bem os dois Candidatos: o legítimo candidato Dinis Costa e o seu opositor, que hoje em dia se desdobra em vénias, falinhas mansas e beijos. O meu voto foi para o candidato que entendi ter o perfil adequado para assumir os desígnios dos vizelenses, contra um outro oportunista, ambicioso. 
Falar do passado é fácil mas existe memória e factos que se calhar não se repetiriam no presente momento, coisas sem relevância. O que posso concluir e partilhar com todos os leitores é que jantar não é crime; apoiar em determinada ocasião é normal; a verdade é que não oiço uma única pessoa dizer que o candidato do Partido Socialista não é bom, honrado, capaz, competente para fazer e assumir, honrando os seus compromissos e levar para a frente as suas ideias e ideais. Como ninguém pôs em causa estas virtudes, posso concluir que caminhar ao lado deste homem é seguir o caminho certo, não o abismo do grupo dos crispados, derrotados, intolerantes e pouco ou nada independentes. 
Contradições estão com o vosso movimento, incoerências do vosso lado. Facadas? Já as deram na luta pelo poder, mas como estamos do lado da razão, o ricochete fez o seu trabalho.