O sentimento do dever cumprido

Armindo Faria

2017-01-05

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E, ao mesmo tempo, o reconhecimento de obra inacabada.


É facto indesmentível que, trinta anos após o seu nascimento, é hoje possível afirmar que a Rádio Vizela-Cooperativa de Radiodifusão, CRL, mercê do desenvolvimento sustentado que lhe foi sendo incutido pelos diversos timoneiros que geriram a sua actividade, é bem um exemplo da perseverança e dinamismo dos seus cooperadores, colaboradores, públicos, clientes e parceiros, sendo inequivocamente um instrumento de serviço público credor e merecedor do respeito de todos e da sociedade em geral.
Sendo, pois, um sinal firme de que, de há muito, atingiu a sua maturidade, maioridade e, por conseguinte, a todos os níveis, a sua independência, por muito que isso possa custar a alguém. Desiderato que só logrou obter e reforçar, a cada ano que passa, a cada passo que deu e dá, através do aperfeiçoamento constante e renovando da sua atuação, ou seja, mantendo-se na permanente busca da satisfação das necessidades daqueles que são os seus destinatários naturais e de quem, na prossecução daquelas que são, afinal, as razões de existência da Cooperativa ou os nobres objetivos para que foi criada, nomeadamente, de forma altruísta e absolutamente independente, proporcionar cada vez mais e melhor: informação, entretenimento, cultura e solidariedade, mas tudo sempre privilegiando uma das suas marcas mais relevantes, como seja a permanente relação de proximidade com as pessoas e instituições com quem interage, estabelece profícuos laços e de quem, cada vez mais, se aproxima e relaciona.
Ou, dizendo-o de outra maneira, desde a sua fundação até hoje, a Rádio Vizela-Cooperativa de Radiodifusão, CRL, sempre colocou, como coloca, um elevado grau de exigência a todos os cooperadores, especialmente aos que, por dever de ofício, cabe exercer funções nos órgãos sociais e, de entre estes, àquele cuja administração da instituição está cometida.
O que atrás venho de dizer representa o genuíno sentimento dos membros do órgão de administração, a que tive o privilégio de presidir, no que respeita, quer aos três últimos anos do mandato, que recentemente acabamos de cumprir, quer, sobretudo, no que ao futuro se percepciona.
Na verdade, a administração de uma Cooperativa como esta, nunca é, nem pode ser, em si mesma, uma obra cujo termo se possa balizar ou pré definir.
Antes, pelo contrário, na busca incessante do cumprimento das actividades estatutárias, diária e consecutivamente, como que se refunde e exige dos seus agentes e administradores uma atenção e intervenção permanentes.
Daí que a apelidemos de obra inacabada, porquanto - sem perder de vista as circunstâncias decorrentes das inúmeras variáveis socioeconómicas, locais, regionais, nacionais e, porque não, internacionais - estamos cientes da necessidade de, mediante uma reestruturação planeada e equilibrada, continuar a proporcionar a todas e cada uma das valências da Rádio Vizela-Cooperativa de Radiodifusão, CRL os necessários e adequados meios, físicos e humanos, de crescimento, sobretudo em qualidade e, por via dele, manter o rumo da prestação, como sobejamente vem sendo reconhecido, de um “serviço público de excelência”.
Foram, pois, estas as motivações que, sustentadas no apoio claro e inequívoco do universo daqueles com quem a Cooperativa interage, nos animaram a iniciar o percurso de um novo mandato que, longe de se antever descansado, nos vai obrigar, a todos, a um redobrado esforço com vista á consolidação dos projectos anteriormente iniciados e desenvolvimento dos que, entretanto, já fomos planeando para execução.
Em suma, tendo sempre no horizonte o que constitui o estrito cumprimento do que são os desígnios estatutários da Cooperativa, contando e, acima de tudo, confiando na competência e dedicação das equipas de trabalho integradas por todos os cooperadores, trabalhadores, colaboradores e, bem assim, com a colaboração de clientes e de cujas capacidades beneficiam as valências da instituição e, por consequência, aportam enorme valorização a esta no que, usual, mas convictamente e sem vaidades fúteis repetimos, designamos de prestação de serviço público à sociedade onde se insere.  
Tudo para que, orgulhosamente, possamos continuar a nutrir o sentimento sincero e transversal àqueles a quem servimos e que publicamente disso fazem eco, bem espelhado em expressões como as que, de seguida, passamos a transcrever e a cujos autores, que consideramos como nossos ilustre Embaixadores, aqui e agora, expressamente, deixamos o nosso penhorado agradecimento:
Francisco Ferreira: “Tem sido uma rádio que tem dado oportunidade a todos, quer às associações quer aos partidos políticos”; Dinis Costa: “A Rádio Vizela desempenhou um papel essencial na criação do concelho de Vizela (…) tem desempenhado um serviço público excelente (…) isenção que tem demonstrado ao longo deste tempo (…) trabalho de proximidade das pessoas e dá voz às pessoas”; Fátima Andrade: “A Rádio Vizela é uma alavanca muito importante no desenvolvimento do nosso concelho (…) nunca deixou de fazer Serviço Público (…) com grande imparcialidade, ética e rigor”; Mário José Oliveira: “A Rádio Vizela se não existisse, com certeza que havia um vazio muitíssimo grande na nossa terra (…); João Ilídio Costa: “A Rádio Vizela conseguiu captar a atenção e fundamentalmente o interesse das pessoas”; Manuel Campelos: A Rádio Vizela é uma instituição pela qual todos nós temos muita consideração e desejamos ver cada vez mais forte (...) é a nossa rádio, que já atravessou as nossas fronteiras”. Fim de citação. 


Mais palavras para quê?!