O Poder das Mulheres Vizelenses

Fátima Andrade

2017-03-16

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Nesta contemporaneidade agressiva que somos obrigados a viver e que nos chega de todos os cantos do mundo, até nos parece de pouca monta exprimir a nossa indignação, perante as desigualdades de oportunidades, traduzíveis numa desigualdade salarial, comparativamente a outras mulheres que vivem escravas de conceitos retrógrados, em permanente estado de violência física e psicológica, sendo-lhes negado até o direito a serem mulheres, no verdadeiro sentido da palavra.

Muitas são as mensagens, as declarações de apoio, os incentivos à continuidade sem tréguas para uma igualdade entre homens e mulheres, cujas estatísticas proclamam que só daqui a 120 anos, essa igualdade, entre os géneros, será alcançada.   

A Sra. Irina Bokova, Diretora-Geral da Unesco, publicou, aquando do Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, uma mensagem na qual declarou que todos têm interesse em promover a igualdade entre homens e mulheres, em todos os níveis da sociedade, quer seja nos meios rurais, quer nas Assembleias parlamentares, nas direções das grandes empresas e nas ruas das nossas vilas e cidades. Mas, não é isso que acontece…

Seria bom que assim fosse e sendo assim, há muito que o dia 8 de Março teria sido abolido, enquanto Dia Internacional da Mulher.

Há muito que a promoção da igualdade de género seria uma prioridade que orientaria as sociedades aos níveis da Educação, Ciências, cultura, comunicação e informação, entre outras.

Essa promoção daria lugar a grandes avanços na igualdade e, em consequência, imprimiria uma grande força na justiça e, sobretudo no desenvolvimento das nossas regiões.

Se tivermos em conta que dois terços dos analfabetos no mundo inteiro são mulheres, que uma em três mulheres é vítima de violência doméstica, que ao nível do mercado de trabalho, as mulheres auferem 17% menos do que os homens, fazendo o mesmo trabalho, na mesma empresa, acreditamos que o dia 8 de Março se perpetuará no tempo, enquanto  as Mulheres,  e as sociedades em que aquelas se inserem, não se convencerem de que são  tão capazes quanto o homem, ou mais, e que têm direito a exercer em plenitude as suas liberdades, as suas escolhas, as suas vidas.

 Será delas que partirá a verdadeira mudança para a igualdade, através e sempre da educação, pois, sem ela, não haverá igualdade, justiça ou liberdade. Então, os homens do mundo inteiro perceberão que as suas mulheres, filhas, irmãs, companheiras, são capazes de, a seu lado, construírem um mundo de paz duradoura, de verdadeira liberdade, que conduzirá à igualdade e que as quotas deixarão de ter sentido quando a sociedade considerar normal que num Conselho de Administração de uma grande empresa, no topo da hierarquia do Estado, na Justiça e em todos os setores da vida do mercado de trabalho, a paridade e a igualdade de género não farão sentido.

A Mulher e o Homem ocuparão, lado a lado, as mesmas funções, com igual competência e sobretudo, remunerados da mesma forma.

Este sim, seria o mundo justo dos homens e das mulheres, no qual o mérito serviria de fiel da balança, na escolha do elemento mais preparado, mais capaz e mais produtivo.

A propósito do Dia Internacional da Mulher e seguindo a já tradição dos encontros de mulheres, também a Coligação “Vizela é para Todos” levou a efeito um jantar-convívio, onde se reuniram 75 mulheres de todas as idades, profissões, ideologias, todas elas respeitando as diferenças das outras, todas elas unidas num grito de esperança pela igualdade de oportunidades que esperam ver na geração dos filhos e netos, constituindo uma sociedade livre, justa, liberta de toda a espécie de preconceitos e tabus, como o fizeram sentir, naquele dia, 12 de março, ao som da voz divinal da Mª João, acompanhada ao piano pela Jaqueline Conde, que no final da atuação, não se conteve e fez ecoar pela sala: ”Nós somos jovens, mas lutaremos sempre pelos nossos direitos e vamos consegui-lo!...

Como eu e todas as mulheres que ali estavam, naquele dia, de sorrisos abertos, acreditamos nessa premissa, tornada esperança de vida! Que a igualdade entre Homens e Mulheres será, de facto, uma realidade.

Estas mulheres são daquelas que não deixarão de derrubar as barreiras necessárias para conseguirem os seus objetivos.

Têm dúvidas? Eu não! São mulheres Vizelenses e ponto final.

Aleluia, Maria João e Jaqueline, God bless YOU!

Vizela precisa de vós! De todas Vós!

P.S. No dia 13 de março realizou-se A GALA DO DESPORTO, evento promovido pela Câmara Municipal de Vizela. Não quero perder a oportunidade de cumprimentar, em meu nome e em nome da Coligação “VIZELA É PARA TODOS,” os grandes atletas que a cidade de Vizela possui. Se não tivermos outras, pelo menos temos a glória das vossas vitórias. Parabéns e continuem!