Más arbitragens geram maus adeptos

Zélia Fernandes

2018-01-25

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Remate Certeiro 25-01-2018


1-A arbitragem em Portugal já conheceu melhores dias e são constantes os ataques a este setor do futebol português, ainda que nada disso justifique, as perseguições e as agressões de que, por vezes, são alvo. Recorde-se que o último mês do ano passado foi fértil em notícias nada abonatórias para os árbitros, fazendo com que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes aludisse para os “sinais de alarme” decorrentes da “apologia do ódio” e de um “constante tom de crítica em relação à arbitragem”, instando à ação dos clubes e do Estado.
Há muito trabalho a fazer, quer na arbitragem, para que sejam minimizados os erros, quer no âmbito da punição dos infratores, quer sejam agentes do futebol, quer sejam adeptos, para que os jogos de futebol possam ser desfrutados e apreciado por todos, como o espetáculo que devia ser.  
Comecei hoje assim, a propósito do último jogo entre a Oliveirense e o FC Vizela, do Campeonato de Portugal, encontro esse marcado por alguns erros da arbitragem que tiveram influência direta no resultado final da partida. No entanto, apesar desses erros, tudo foi pacífico no final do encontro e estou certa de que o árbitro sentiu que errou, não porque tivesse ouvido impropérios no final do jogo, por parte das hostes vizelenses, mas porque ninguém se dirigiu à equipa de arbitragem no final. Não houve palavras, nem cumprimentos, apenas um total desprezo por parte de jogadores, equipa técnica e diretores vizelenses. 

Isso foi referido por Carlos Cunha, na Conferência de Imprensa, no final da partida, no entanto, o técnico fez questão de explicar o que esteve mal, em sua opinião, sobretudo no que diz respeito ao golo da formação de Oliveira de Santa Maria, com duas bolas no local da jogada, que culminou com o tento do empate. “Nunca visto” disse o treinador, ou seja, um erro primário, daqueles que por vezes despertam a ira dos adeptos e levam a outras cenas, daquelas que ninguém gosta. Ainda bem que todos decidiram tomar outra atitude desta vez, no entanto, lá ficaram dois pontos pelo caminho. 

2- Já acompanhei inúmeras tomadas de posse de Direções e associações de Vizela, muitas das quais do FC Vizela. No entanto, desta vez, a Direção liderada por Eduardo Guimarães, que tomou posse para o quarto mandato consecutivo, surpreendeu pela positiva. Desde logo, pela presença de praticamente todos os elementos do elenco, muitos jovens, que deram o exemplo, na seriedade e concentração na altura da sua investidura. No entanto, o que mais me surpreendeu foi a introdução de uma espécie de história compilada de 79 anos de existência, que, decerto, avivou a memória de alguns presentes, enquanto ajudou a que outros ficassem a saber mais sobre o seu clube do coração. Até Miguel Azevedo, vice presidente da AF Braga, tirou fotografias àquelas antigas imagens das equipas do FC Vizela. 

E porque não só de memória e de história vive um clube, importa também assegurar o futuro e esse parece risonho para o FC Vizela. Não apenas pelos elementos agora empossados, mas pelas pretensões anunciadas por Eduardo Guimarães. A construção dos novos balneários para a formação e a criação de novas modalidades atestam que o futuro será favorável, para além dos oitenta anos.