JOÃO ILÍDIO DEU À COSTA

Agostinho Guimarães

2019-07-11

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Um ano depois das últimas eleições  autárquicas, onde o Sr. João Ilidio Costa deu a cara pelo Partido Socialista de Vizela e conseguiu o pior resultado de sempre para este partido, isto é, o menor número de votos de sempre numas eleições autárquicas, não ganhou uma única junta de freguesia, ficou em terceiro lugar e, pela primeira vez na nossa história, atrás da coligação PSD/CDS-PP, o mesmo resolve reaparecer, dando à costa.
Sr. João Ilídio Costa, li os seus textos no RVJornal e, com a consideração pessoal que me merece, permita-me  afirmar que ao sentir-se visado pela crítica do Sr. Presidente da CMV aos 33 votos brancos direcionados nas últimas eleições a uma lista única concorrente a uma instituição (Bombeiros) que você já serviu, está a deixar sinais claros de que foi um dos que votou em branco.
Presume-se que é você que se denuncia a si próprio e não foi o Sr. Presidente da Câmara que o identificou, pois não utilizou nomes e os votos são secretos. 
Porém, se todos votassem em branco, hoje não haveria dirigentes nos Bombeiros. 
Tal não obsta a que não possa votar em branco, você e todos os eleitores têm esse direito. O que está em causa é uma atitude presumivelmente concertada, usando os votos brancos, para fraquejar, diminuir, retaliar, dar um sinal claro de desrespeito por um punhado de homens e mulheres que se dispuseram a ombrear com a difícil tarefa de gerir a mais importante Instituição de Vizela. Não estou a dizer que foi você o autor dessa concertação, nem tão pouco a por em causa o seu sentido de voto, o que não é relevante. Você é que está a deixar pistas do mesmo, tipo gato escondido com o rabo (cauda) de fora. 
Diz o Povo que a carapuça é para quem lhe serve. 
Aqui ponto final. 
Pode explicar porque não pode o Sr. Presidente da Câmara falar sobre o que bem entender num ato oficial ou não oficial de uma associação? Dão-lhe a palavra para quê? Para dar apenas louvores e falar de atribuição de subsídios como outros sabem apenas fazer? Quem quer afinal coartar a palavra e cingir a livre expressão dos outros? 
O Sr. refere os Estatutos da Instituição. Qual é o artigo que diz que o Presidente da Câmara não pode exprimir livremente o que lhe vai na alma? 
Choca-o o que disse o Sr. Presidente da Câmara e não o chocou algumas sessões solenes do seu tempo de Presidente em que os convidados e forasteiros apercebiam-se, pelos discursos, do clima de guerrilha existente nos Bombeiros? 
O Sr. Presidente da Câmara é a entidade máxima do Concelho, sobre quem recai o bom e o mau que possa ocorrer numa Instituição, como o encerrar de portas, pois é ao Município que as chaves vão parar. Porque motivo deve ele omitir o óbvio e não defender quem dirige as instituições? 
Pelo que escreve, o seu conceito de liberdade implica, também, que o sr. Presidente dos Bombeiros não pode, numa entrevista, demonstrar a sua mágoa pelo caso dos votos brancos. Estamos entendidos. 
Outro assunto não menos importante. Você exigiu (um vereador demissionário dirigindo-se ao Presidente da Câmara numa reunião municipal!!!) ao sr. Presidente da Câmara uma resposta sobre inerência deste na constituição da lista para os Bombeiros. Voltamos ao mesmo. Ouviu ou viu o Sr. Presidente a falar sobre esse assunto com alguém? A sua resposta é não, pois diz que ouviu outros dizerem. E é com este “diz-se, que se diz” que você pretende ocupar tempo num órgão autárquico (com tanta coisa para resolver) que o senhor abandonou, deitando por terra as intenções de voto dos seus eleitores nas autárquicas, tal como havia feito nos Bombeiros?  Sr. João Ilídio, uma porta abre para os dois lados. Ou estamos fora ou dentro. O senhor escolheu de que lado quer estar. Mas se insistir em ficar debaixo da ombreira, nem entra, nem sai, nem deixa andar quem quer andar. E isso é negativo para todos. 
Por último, acusa os outros de levarem política para os Bombeiros. Quem foi o Presidente que anunciou que ia para a política em cima de um aniversário da Real Associação?
Termino afirmando, para um serviço eficiente às populações e o cultivo de um ambiente saudável no quartel, predicados tão em falta num passado bem recente, o importante é deixarmos trabalhar quem está a trabalhar muito bem, como é o caso do Presidente Pires e do Presidente Victor Hugo, pois assim já ajudamos bastante.