Existem sempre alternativas

José Borges

2018-01-11

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Passaram as festas. Vividas com mais ou menos intensidade e brilho, consoante as circunstâncias e vicissitudes vividas por cada um de nós. No início deste novo ano, revisito-vos através deste espaço, na esperança de que os tempos venham ao encontro das ambições de todos vós. Atrevo-me a citar Oscar Wilde que tornou célebre a tese “Viver é a coisa mais rara e bela da vida. Uns vivem, mas a maioria apenas existe.” Assim, façam todos um esforço para serem felizes e coloquem-se no lote daqueles que vivem. Não existe atenuante no ter ao não ter, até porque, não existem incompatibilidades. Bem pelo contrário. Quantas vezes o material corrompe a mente e “empurra” o ser para o lado cinzento da vida. Como se tornou efetivamente confirmada a afirmação de que o sonho comanda a vida … e apenas uma bola pode fazer feliz uma criança!
E por falar em bola, aquela que na sua pureza e essência nos fascina, regressou, e em força, para gáudio dos seus seguidores, e daqueles que se alimentam do fenómeno nas suas mais diversas componentes. Um fartote televisivo de espetáculos raramente ricos e atrativos, dada a qualidade de quem os promove. Três tubarões raramente dão chances à raia miúda, colocando para canto a imprevisibilidade do jogo, uma das componentes mais fascinantes da competição. E quando a oposição acontece, lá vêm músicos, advogados, médicos … e ex-praticantes, quais comentadores e dominadores da matéria, recuperar argumentos, que ilibem ou justifiquem quantas vezes, ou quase sempre, o injustificável. Aqui sim, o material está em causa. É disto que o meu bom Povo, humilde e trabalhador se alimenta, consome e a partir dele formula a sua própria opinião, transformando a mesma no cimento, que cristaliza a sua fidelidade ao Clube do seu coração. E a partir daí, nada a fazer. É tudo visto e analisado consoante a cor dos óculos, que ofuscam a sua própria vista.
Saibamos ser exigentes de nós próprios, daqueles que nos orientam e nos governam, e tentam ludibriar com discursos obscuros, e desprovidos de valores ou sentimentos. Sejamos minimamente inteligentes para encontrar alternativas e deixar aqueles a falar sozinhos. Até porque, existem muitas e boas alternativas à disposição de cada um de nós.
Localmente, chega-nos agora a indicação de que a política de apoio às Associações e Clubes do Concelho vai ser reajustada, por forma a compatibilizar-se com as capacidades financeiras da autarquia. Quem detém o poder, é soberano nas suas opções. Fá-lo-á na convicção de que está a fazer o melhor. Contudo, reitero o alerta para a importância do fenómeno associativo no desenvolvimento sócio cultural, económico e desportivo de Vizela.
Está na moda promover e vender a marca “VIZELA”.
Não esquecer os agentes que a promovem.