Educação Especial

Raquel da Silva Fernandes

2017-10-12

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No passado dia 28 de setembro o jornal Público alertava-nos para o facto e atraso na colocação dos professores de Educação Especial – quase na maioria dos estabelecimentos de ensino. Até aqui, nada de novo! O problema reside, no facto, de em média e para a respetiva vaga, terem concorrido cerca de 1200 professores, sendo que – aqui está o problema – nenhum deles ter experiência profissional de trabalho com crianças com necessidades educativas especiais (NEE). Mais uma vez, o governo não apresentou soluções. 
São mais do que muitos os alertas manifestados – que mereciam atenção por parte do governo – desde logo, a falta de cuidado com a área da Educação Especial. Que não corramos o risco de regredir o trabalho que vem sendo feito ao longos destes últimos 20 anos. Que a exclusão escolar das crianças com NEE não volte a ser uma realidade. Que crianças com deficiências graves – onde os pais tenham recursos – não tenham de ser atendidas pelas escolas especiais privadas e que – mais grave ainda – todas as outras sejam marginalizadas. 
As comparticipações da Segurança Social vieram permitir não só o alargamento dos apoios, bem como contribuiu para diminuir o sofrimento dos pais e avós que lidam de forma diária com estas circunstâncias.  A Escola Inclusiva é hoje uma conquista. É sobretudo, a conquista da educação em pleno século XX. 
Se pensarmos, na Educação Especial há, claramente, uma falta de atenção, quer no apoio ao aluno já incluído, quer mesmo na contratação de professores especializados. Ainda, infelizmente, muitas crianças estão privadas dos apoios da Segurança Social, bem como muitos dos professores capacitados e com vasta formação na área continuam a não serem contratados. 
Evitemos que a Escola continue a excluir, a marginalizar. Sejamos cidadãos ativos e sejamos sobretudo parte desta solução.