Editorial 25 de janeiro de 2018

Fátima Anjos

2018-01-25

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Foi na última segunda-feira que foi aprovado pela Assembleia Municipal de Vizela aquele que é o Orçamento para 2018. Uma deliberação tida por maioria, uma vez que os deputados do Partido Socialista votaram contra, em linha com o que já tinha acontecido com os seus representantes (vereadores) no Executivo Municipal. Uma tomada de posição que já seria de prever, uma vez que são notórias as diferenças que continuam a existir entre o Partido Socialista e o Movimento Vizela Sempre, talvez agora até mais profundas, do que aquelas que se foram evidenciando no decorrer da campanha eleitoral para as Autárquicas de 2017. (As relações vão-se desgastando à medida que o tempo passa…) Situação que não se deverá alterar num futuro próximo, até porque na presidência da Comissão Política do PS está agora Dora Gaspar, a vereadora que atualmente representa a oposição na Câmara de Vizela, ao lado do também vereador João Ilídio Costa.

Uma situação que certamente fora prevista pelo atual Presidente da Câmara Municipal que mal venceu as eleições, se recusou a perder tempo e, por isso, assinou com a Coligação PSD-CDS/PP um acordo pós-eleitoral. Para já, tem corrido bem para as duas forças políticas, embora a Coligação mantenha uma necessidade constante de explicar as suas tomadas de posição, tal e qual acontece na política nacional, com o PCP e o Bloco de Esquerda.

Esperamos que este Orçamento, um documento que deve ser o pilar da atividade de um Município, uma vez nele deverem estar espelhadas todas as previsões de receitas e despesas, bem como os investimentos a serem levados a efeito, venha a repercutir-se no desenvolvimento desde concelho, que bem precisa de dar um salto qualitativo, depois de ter sido massacrado pelo Programa de Apoio à Economia Local e da sua população se ter visto a braços com graves dificuldades. Recordem-se as taxas de desemprego que chegaram a atingir níveis históricos, das quais advieram graves consequências sociais, nomeadamente, a desagregação de várias famílias, cujos membros se viram na necessidade de partir para o estrangeiro para garantir a sua subsistência ou para darem resposta aos seus encargos.

Agora a mensagem que nos chega é de recuperação. Assim esperamos (não podemos admitir outra coisa). E falamos de uma recuperação, cujos frutos possam chegar a todos. 

Ao lado de Vizela, caminham as instituições desde concelho, cujo trabalho também contribui para o seu desenvolvimento. Isto para dizer que, a partir de segunda-feira, a Rádio Vizela terá uma Grelha de Programação renovada e com uma equipa reforçada, com o objetivo também de fazer mais e melhor pelos vales do Ave e do Sousa e, desta feita, contribuir para esta recuperação de que falava há pouco, elevando o nome da nossa região e trabalhando na defesa intransigente dos direitos das nossas gentes.