Editorial 20 de setembro de 2018

Fátima Anjos

2018-09-20

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Não sei se contagiada pela passagem dos Mão Morta no Festival Manta que decorreu em inícios de setembro em Guimarães, mas a verdade é que esta semana não me saia da cabeça uma das músicas que marcou aquele espetáculo e que dá por nome de “Destilo Ódio”.

Nunca será demais debater aquele que foi o passado, aquele que é o presente e aquele que poderá ser o futuro do concelho de Vizela mas acredito que deverá ser possível fazê-lo com “menos ódio”. Faz mal a quem o destila mas também não faz nada bem a quem o rodeia.

E também não faz nada bem a Vizela. De fora alguns dirão, em tom jocoso (e até com alguma razão): Foi para isto que lutaram para ser concelho?

Não, não foi. Mas, infelizmente, é aqui que nos encontramos. Claro está que haverá sempre forma de outro caminho ser traçado. Haja vontade.

Mas também há outras coisas que têm feito bem a Vizela e isso acontece quando as coisas são efetivamente bem feitas e isso aconteceu com a Festa da Juventude que, no último fim de semana, invadiu a Marginal Ribeirinha. O feedback que tenho recebido tem sido bastante positivo.

Houve visão para perceber aquilo que os mais jovens queriam ver em palco e, sobretudo, capacidade para agregar à organização do evento vários grupos e entidades que só o vieram a fortalecer. O tema - o Ambiente - foi também uma aposta ganha, até pelo local escolhido para a organização da Festa da Juventude.

O desejo é que esta esteja de regresso no próximo ano e que se torne uma marca deste concelho. Sim, ela não se fez sem dinheiro, é verdade. Mas dentro daquela que pode ser uma agenda cultural de um concelho, há que tomar opções e os mais jovens merecem ter um evento pensado e realizado a pensar neles.

Não esquecer ainda que este sábado Vizela promete voltar a subir de ritmo com a realização da primeira Noite Branca promovida pela Comissão de Festas da Cidade de Vizela. Um conselho: escolham uma peça de roupa branca, saiam à rua e divirtam-se. Não caiam na tentação de a comparar a outras Noites Brancas da região, porque nunca podemos esquecer que este é “o ano zero” do evento e que os orçamentos não são sequer semelhantes…

Vamos todos tentar fazer o melhor, participando…