Editorial 19 de setembro de 2019

Fátima Anjos

2019-09-19

Partilhe:


Está iniciado um novo ano letivo e é caso para dizer que os vizelenses terão, na grande maioria dos casos, razões para estarem descansados.

Há unanimidade no que concerne à qualidade do Parque Escolar, cujo investimento foi significativo desde o início desde século, primeiramente, e ainda no mandato do autarca Francisco Ferreira, com a criação das salas de pré-escolar e que veio colmatar uma necessidade que era mais do que premente no seio das famílias vizelenses, e depois com a construção da Escola EB2,3/S de Infias, que veio resolver o problema de sobrelotação das restantes escolas e também evitar que jovens tivessem de sair do concelho para completarem o secundário.

Mais à frente, e já com o presidente Dinis Costa no comando da Câmara Municipal de Vizela, assistimos à criação dos dois Centros Escolares, primeiramente o de S. Miguel (a EB1 estava obsoleta) e depois o dos Enxertos. Foi também executada a tão ansiada e necessária obra de requalificação da Escola EB2,3 de Vizela (o antigo ciclo).

Ao nível de intervenções de maior significado só faltaria mesmo a Escola Secundária de Vizela, que tardou mas que se encontra atualmente em obras, sendo que por aquilo que foi possível verificar na visita realizada na última sexta-feira, esta passará a dispor de condições muito mais atrativas ao ensino, o que por si só não significa sucesso escolar mas também contribui.

Este é o Parque Escolar que a Câmara Municipal de Vizela verá passar para a sua responsabilidade na sequência das negociações que tem em marcha com a Administração Central, no âmbito do processo de delegação de competências no poder local. E que terá de ser muito bem negociado, porque apesar de hoje ser hoje um Parque de Escolar de referência sabemos que se trata de um “edificado exposto a desgaste permanente” e exemplo disso mesmo é a EB2,3/S de Infias, inaugurada no início do ano letivo de 2005, e hoje já a precisar de uma intervenção de fundo devido a problemas de infiltração e, como é público, já não são de hoje.

Mas como dizia no início, e volto a repetir, os vizelenses terão, na grande maioria dos casos, razões para estarem descansados, porque é reconhecido às direções dos dois Agrupamentos de Escolas o esforço de criar valor acrescentado nos seus projetos educativos e isso deve-se também e em muito aos coordenadores das escolas e, em muitos dos casos, aos próprios professores, aos que têm a capacidade de se auto-motivarem e de envolverem todos os outros na missão de aproximar a escola da comunidade e de contribuir para a formação não só de alunos de excelência mas também de crianças e jovens com princípios que orientem para uma sociedade justa, solidária e aberta à diferença. Crianças e jovens preparados para pensar sobre o mundo, tal e qual ele existe, e tomarem as suas próprias decisões.

Em Vizela, estes projetos existem. Não acredito na possibilidade de criação de um projeto pedagógico que pudesse unificar todo o território concelhio, não porque não considerasse uma mais valia, mas porque seria um processo muito difícil. No entanto, a não acontecer, que se dêem asas a quem quer fazer mais e melhor, porque a comunidade agradece.
Não é assim, infelizmente, em grande parte do mundo e nós, às vezes, parece que nem sabemos a sorte que temos.