Editorial 19 de junho de 2019

Fátima Anjos

2019-06-19

Partilhe:


A homenagem póstuma a Alcides Campelos.

A gratidão. Um sentimento de uma humildade absoluta que não é intrínseco a todos os seres humanos mas que tem um significado muito nobre e que em muito contribui para que o bem se multiplique pelo reconhecimento que é dado às ações positivas em prol de quem nos rodeia.

A Direção da Sociedade Filarmónica Vizelense, presidida por José Armando Branco, soube encontrar o momento e a forma de eternizar a memória de Alcides Campelos na homenagem que lhe foi prestada no último sábado, emprestando o seu nome ao Jardim Sinfónico agora inaugurado.

Quem teve o privilégio de privar com Alcides Campelos conhece o amor que ele tinha por aquela instituição. Um amor incondicional por aquela casa, a quem deu o corpo e a alma e a qual defendia com “unhas e dentes”, nem que para isso tivesse de colocar “as garras” de fora. Mas fazia-o por amor e todos sabemos que numa relação de amor nem todos os atos são os mais racionais, mas todos têm o mesmo objetivo: manter a chama acesa para que este persista para sempre.
Quem conhecia Alcides Campelos sabe também que ele primava pelo reconhecimento de quem se batia por causas comuns, por isso, estaremos certos de que ele estará feliz pela homenagem prestada. A sua memória ficará perpetuada para sempre de forma a que músicos, professores e diretores saibam que se a Sociedade Filarmónica Vizelense é a “Casa da Cultura de Vizela” que hoje conhecemos é porque existiram homens como Alcides Campelos que, nos tempos mais difíceis, não deixaram cair aquela instituição

“P’ra frente”… Sociedade Filarmónica Vizelense! Esta seria a sua palavra de ordem e que, certamente, será honrada.

Uma palavra ainda para o eng. José Pires, cuja ação graciosa e cada vez menos comum nos dias de hoje, para com esta instituição lhe fez merecer o título de sócio benemérito. Felicitações por tão nobre distinção.

Ainda esta semana não podíamos deixar de agradecer ao melhor público do mundo, os ouvintes e leitores da Rádio Vizela que, no último domingo, encheram o nosso coração. Não só pela presença massiva com que nos presentearam no Parque das Termas mas, principalmente, pela forma como manifestaram a ligação que mantêm com a nossa estação. Ao final do dia, uma senhora de meia idade chegou ao pé da nossa equipa de trabalho e com a maior calma do mundo disse: “Vocês não sabem, mas são a minha família”. Não disse mais nada, caminhou em sentido contrário e deixou-nos a pensar na responsabilidade em sabermos retribuir tamanho sentimento. 
A Rádio Vizela é isto, não se explica, sente-se…