Editorial 16 de maio de 2019

Fátima Anjos

2019-05-16

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Foi nesta última terça-feira que foram aprovados, pelo Executivo Municipal de Vizela, os projetos de requalificação do centro da cidade, estamos a falar da Praça da República e do Jardim Manuel Faria.

Não seria preciso ter uma bola de cristal para saber que muito dificilmente estes iriam reunir consenso, não só porque se trata de uma matéria muito sensível mas, também, porque existe, neste momento, uma divisão extremada entre poder e oposição na cidade.
O que é um facto é que este será um dos projetos mais importantes que Vizela abraçou desde que foi concelho e que terá impacto em várias áreas de atividade. Existe, por isso, unanimidade na necessidade de intervir no centro da cidade e impor-se-á um acompanhamento muito preciso de tudo aquilo que será feito e até alguma hulmidade, se no decorrer da sua execução, surgir a necessidade de alterar o que no papel poderia parecer a melhor solução.
Nesta altura, há que também dar um voto de confiança ao arquiteto vizelense Filipe Costa, que desenhou ambos os projetos, e que tem trabalhado para várias instituições do concelho, com resultados conhecidos e de agrado das maiorias.

O importante é que o caminho seja feito junto.

O que, por vezes, parece difícil de acontecer. Reporto-me agora ao Parque das Termas e à intervenção que está a ser levada a efeito na zona nascente.

Qualquer vizelense que viva efetivamente na sua terra sabe que o espaço em questão se encontrava “morto”, ou seja, inutilizado, sendo que o contrário acontecia, por raras exceções, e nem sempre pelos melhores motivos.

Não tenho memória de ter usufruído daquele espaço. Por isso, deve haver unanimidade na sua intervenção, alargando a área utilizável do Parque das Termas para que os vizelenses e todos que o visitem o possam desfrutar por inteiro. Tal como acontece em Serralves ou no Palácio de Cristal no Porto, no Bom Jesus em Braga ou no Parque Florestal de Amarante. Atualmente, são muitos os exemplos. Há muitos municípios a apostar no seu património natural. Vejamos ainda o fenómeno dos Passadiços...
Por isso, mais do que “apontar espingardas” há que colaborar para uma solução que sirva a todos e que a mesma possa servir de incentivo a uma intervenção mais profunda na restante área do parque natural, porque sabemos que há sempre espaço para melhorar.

Uma nota final para a notícia que marca esta semana e que diz respeito à aquisição do antigo Instituto Silva Monteiro pela Santa Casa da Misericórdia. Sem comentar ainda o acordo a ser estabelecido entre a Câmara de Vizela e a instituição vizelense, pelo facto deste ainda não ter sido discutido publicamente (foram apenas mencionados valores), dizer apenas que é uma boa notícia para Vizela, porque hoje todos conhecemos a dificuldade que muitas famílias encontram quando necessitam de respostas ao nível da Infância mas, principalmente, no que respeita à Terceira Idade.

A vida obriga-nos a trabalhar cada vez até mais tarde e é-nos muito dificil cuidar, sozinhos, dos “nossos velhinhos”. Com um novo Lar de Idosos e Centro de Vizela, Vizela tornar-se-á um concelho melhor.