Editorial 13 de fevereiro de 2020

Fátima Anjos

2020-02-13

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Está apresentado o processo implícito à realização do Referendo Municipal de Vizela e que se encontra já marcado para o próximo dia 29 de março. O autarca Victor Hugo Salgado já veio garantir que o mesmo será vinculativo, independentemente daquele que virá a ser o seu resultado, ou seja, 19 de março ou 11 julho. Também não faria sentido de outra forma, não só pela razão que leva à sua realização (ir ao encontro da vontade da maioria dos vizelenses no que respeita à data em que se deve comemorar o Feriado Municipal em Vizela) mas, também, pelos custos que ao referendo estarão associados. Daí que agora seja imperativo que a informação chegue a todos os vizelenses, principalmente aos que residem nas freguesias fora do centro a cidade, no sentido de motivarem a sua participação, de forma a que o resultado final venha a ser verdadeiramente representativo da vontade da nossa comunidade.

Entretanto, e ainda esta semana, damos conta de uma descarga de água de cor absolutamente negra e que teria como destino o Rio Vizela.  Ficou a descoberto aquando da abertura das caixas de saneamento ou águas pluviais nas obras de requalificação da rotunda dos Bombeiros. Fica à vista de todos que se uns lutam pela defesa do Rio Vizela outros conseguem dormir tranquilamente enquanto contribuem para a destruição daquilo que é de todos. Ficaremos a aguardar por novidades, até porque a Câmara Municipal assegura que já comunicou o caso à Vimágua e ao SEPNA. O que não pode é haver impunidade. Porque é a impunidade a razão principal das notícias que entram diariamente pela nossa casa dentro e que nos levam a pensar: mas afinal em que país é que vivemos?

Ao mesmo tempo, fazer votos para que os constrangimentos associados ao encerramento da Segurança Social em Vizela se possam resolver rapidamente. Independentemente da localização, com instalações provisórias ou não, o que é preciso é dar resposta aos que procuram este serviço de forma presencial que, na sua maioria, são aqueles que padecem de maiores dificuldades de mobilidade e, por isso, a deslocação a Guimarães pode ser um entrave, e também aqueles que ainda não dispõem das ferramentas necessárias que lhes possibilite o acesso online ao serviço da Segurança Social Direta. Desta feita, espera-se que o prazo de 15 dias para a transferência dos serviços para a sede da Câmara Municipal, embora numa primeira fase, de forma provisória, possa vir a ser a uma realidade.
Não fechar sem antes dar uma palavra a Alberto Sousa que esta semana se retirou da presidência da AIREV. De agradecimento por tudo o que fez por uma instituição que presta um enorme serviço público e por ter tido a coragem, na semana mais negra da associação – aquando da partida trágica e inesperada de Alfredo Ribeiro – de ter assumido o lema da AIREV. Mas mais do que saber entrar, Alberto Sousa soube, pelos motivos que nos são explicados pela instituição, sair. E isso não é para todos. Entretanto, desejar também ao novo presidente, Pedro Ribeiro, que possa ter também a coragem, a energia e a visão necessárias para fazer deste um projeto ainda maior.