Editorial 12 de setembro de 2019

Fátima Anjos

2019-09-12

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Parabéns Vizela!
Que orgulho!

E os créditos têm de ser dados a quem de direito. À Câmara Municipal de Vizela pela elaboração da candidatura e empenho na mobilização dos vizelenses, ao padrinho por ter aceite dar a cara e o coração pela terra que o viu nascer, à claque que muito bem representou a força e o querer deste nosso povo e a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que o Bolinhol de Vizela seja hoje uma das sete maravilhas doces de Portugal.

Um título que já ninguém nos tira e que tem um potencial enorme e que vai muito mais além do aumento do volume de negócios dos seus produtores, porque quando a economia gira num setor a probabilidade de contribuir para o crescimento do meio que o rodeia é muito maior.

Há muito que sabemos que o futuro de Vizela tem de passar obrigatoriamente pelo Turismo, num regresso ao passado mas que está intrínseco na sua identidade, porque não pode o concelho estar inteiramente dependente das oscilações da indústria têxtil e do calçado que emprega, ainda hoje, grande parte dos vizelenses. E nesse sentido, a promoção é obrigatória e a verdade é que nome Vizela nunca terá sido pronunciado tantas vezes na estação pública de televisão como aconteceu no último sábado. Talvez tal só tenha acontecido no dia em que foi criado o concelho e em que Vizela dominou os telejornais da altura. E é impossível não fazer comparações. Porque a verdade é que um concelho com apenas 24 mil habitantes voltou a mostrar a força do seu querer, envolvendo outros mais, que acreditaram que este título tinha que vir para Vizela.

Afinal, não perdemos qualidades. Somos um povo que se deixa emocionar e que, sobretudo, emociona quem consegue olhar de fora sem filtros. Um povo que age pelo coletivo quando é chamado a defender a sua terra.

Um povo, tal como o título agora alcançado pelo bolinhol, com um potencial enorme! Um povo que merece uma Vizela sempre melhor e, por isso, se espera que esta reentré possa significar isso mesmo.

Sabemos que os próximos 12 meses serão muito importantes naquilo que poderá vir a ser o futuro do concelho. Há várias obras prestes a arrancar, principalmente no que concerne ao Plano de Regeneração Urbana a implementar na cidade mas, também, nas freguesias e o que se espera é que o seu resultado possa vir a significar importantes mais-valias na qualidade de vida deste povo sem que as contas públicas sofram um desequilíbrio que nos possa remeter para um passado recente e para uma adesão a um programa que obrigou a fixar impostos no teto máximo. E por falar em carga fiscal, e porque deverá estar para breve, a fixação de impostos para 2020, a cobrar no ano seguinte, também seria importante que pudesse vir a verificar-se uma redução nos impostos a cobrar aos vizelenses.

Um alívio na carga fiscal seria dar um sinal importante, o mesmo que dizer, que são os vizelenses que estão em primeiro lugar. E eles merecem. Nós merecemos!

Somos um povo fantástico. Alguém ainda tinha dúvidas?