Editorial 12 de Outubro de 2017

Fátima Anjos

2017-10-12

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Já está. Sim. Já foi assinado o acordo pós-eleitoral entre o Movimento Vizela Sempre e a Coligação PSD-CDS/PP “Vizela é para Todos”. Ambas as forças políticas vieram a público afirmar que os interesses de Vizela e dos vizelenses se colocaram acima de quaisquer diferenças partidárias, permitindo que fosse dado este passo, escrevendo-se, de facto, uma nova página na vida política local. O que todos esperarão agora é que Vizela possa ficar a ganhar com a ação governativa que for levada a cabo nestes próximos quatro anos. Ninguém deverá torcer para que aconteça o contrário, porque, nesse caso, ficaremos todos a perder.

Do ponto de vista político, não há dúvidas de que este acordo traz mais vantagens ao Movimento Vizela Sempre do que à Coligação PSD-CDS/PP, talvez porque o primeiro, tendo vencido as eleições, estivesse em melhores condições de negociar. 

Julgo que os próximos dias serão fulcrais para que o líder da Coligação possa criar um consenso mais alargado dentro do seu grupo, em relação ao acordo agora assinado. Caso contrário, o futuro desta Coligação pode sair beliscado desta situação, criando-se uma situação constrangedora durante o mandato que agora se vai iniciar. Não será preciso recuar muito no tempo para percebermos que a divisão do PS Vizela colocou de um lado o Executivo de Dinis Costa e do outro o Grupo Municipal do PS liderado por Agostinha Freitas e que culminou no resultado que agora todos conhecemos. Situação que, no seu extremo, poderá vir a esvaziar os pressupostos do acordo hoje assinado.
Penso que até sábado se fará luz e ficarão definidas as posições de cada interveniente eleito para os Órgãos Autárquicos de Vizela, num mandato que se estenderá até 2021. A cerimónia de tomada de posse terá transmissão em direto na Rádio Vizela e, por isso, já sabe, ligue-se a nós, porque a história de Vizela escreve-se todos os dias e tem sempre eco na nossa estação.

A verdade é que Vizela tem de olhar em frente e fazer-se notar para poder exigir o que lhe é de direito. Ao folhearmos a edição desta semana do RVJornal, podemos constatar, mais uma vez, que trabalho, capacidade e talento não faltam às nossas gentes, com os exemplos de Luís Carvalho, na moda, de Pedro Marques e António Veiga, na escrita, de Valença, na pintura, e até de Rodrigo Lopes, na música e no espetáculo… Está-nos no sangue: ir à luta e vencer!
Depois temos de olhar para fora e reproduzir os bons exemplos e, por isso, esta semana também lhe damos a conhecer o projeto de recuperação de que está a ser alvo a Fábrica Rio Vizela. Não é por acaso. É só porque nunca é demais lembrar que numa das principais entradas de Vizela permanecem as ruínas das fábricas que viraram fantasmas difíceis de exorcizar. 

Até para a semana.