Editorial 11 de julho de 2019

Fátima Anjos

2019-07-11

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Depois da “semana horribles” do presidente da Câmara Municipal de Vizela, tal e qual afirmou a vereadora da coligação, Fátima Andrade, na reunião da última terça-feira e fazendo referência ao caso político gerado com o monumento do Lions Club de Vizela, eis que o sol voltou a sair entre as nuvens, quinze depois, para este Executivo com duas e efetivas boas notícias para Vizela.

Opiniões há muitas e esta é apenas mais uma. Resume-se a isso. O protocolo que a Câmara Municipal de Vizela acaba de assinar com a Santa Casa da Misericórdia e que a compromete na transferência de 345 mil euros para apoiar a instituição vizelense na reconversão do antigo Instituto Silva Monteiro numa nova resposta social, que aportará em si um Lar de Idosos, um Centro de Dia, Serviço Domiciliário e, quem sabe, mais à frente, uma nova Creche terá sido a decisão mais assertiva do atual Executivo Municipal liderado por Victor Hugo Salgado desde que tomou posse.
Em primeiro lugar, porque permite a recuperação de um edifício que diz muito à esta comunidade e que virou um problema desde que encerrou a sua atividade letiva, não só pela natural degradação associada ao passar do tempo mas, também, porque a sua localização atrai a atenção de quem tem o vandalismo como atividade de tempo livre. Aqui a destacar também o papel de António Ferreira, presidente da União de Freguesias de Tagilde e S. Paio que, como se sabe, fez a ponte entre os antigos proprietários - a família Monteiro - e a Câmara Municipal e, posteriormente, a Santa Casa da Misericórdia.
Depois porque é obrigação do Estado e, neste caso, também do Poder Local, criar condições para que a sua população, principalmente os mais desprotegidos - os idosos e as crianças - possam encontrar no seu território respostas às suas necessidades. Ao mesmo tempo também é importante que o Poder Local, apesar de chamar a si a responsabilidade financeira, reconheça que não lhe cabe a gestão executiva e técnica de valências deste cariz. Para isso existem instituições como a Santa Casa da Misericórdia de Vizela e que, ao abrigo de protocolos com a Segurança Social, disponibilizarão as respostas que todos, mesmo todos, têm direito.

Não quem vive em Vizela, mas quem vive Vizela, conhece hoje a imensa dificuldade em encontrar uma vaga para colocação em Lar ou Centro de Dia. Está impossível e isso cria um grave problema nas famílias que não podem deixar de trabalhar para cuidar dos seus sob pena de perderem o seu sustento.
Existindo em Vizela mais do que uma instituição particular de solidariedade social é natural que se discuta o porquê do Executivo ter apresentado o projeto à Santa Casa da Misericórdia. Julgo que o terá feito por lhe reconhecer a capacidade financeira necessária à execução do projeto de reconversão daquele edifício e sobre o qual já parece haver um esboço.
Em súmula: esperamos em breve ver aumentada a cobertura no concelho no que concerne a Lar de Idosos e Centro de Dia, contribuindo para que haja a maior dignidade possível neste processo de envelhecimento ao qual ninguém vai escapar. E se escapar é mau sinal.

A segunda notícia, e apesar de haver um caminho ainda por fazer, nomeadamente a construção do canil, há que salientar a apresentação da viatura de socorro móvel animal. Como Gandhi disse um dia: “A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados”.