Editorial 11 de janeiro de 2018

Fátima Anjos

2018-01-11

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O que podemos esperar de Vizela em 2018? O melhor. É assim que devemos encarar a vida, maus pensamentos atraem realidades ainda mais negativas. Se a administração do Município deve ser de contenção? Sim, deve. Aliás, o conceito de “contenção” deve sempre acompanhar-nos - há que aprender com os erros do passado - porque gastos supérfluos podem colocar em causa investimentos com retorno e, principalmente, investimentos que interfiram diretamente com a qualidade de vida das nossas populações. 

Por outro lado, deve estar sempre presente uma visão empreendedora, mas esta tem de estar assente numa estratégia global e que seja transversal a vários eixos de ação, para que todos encaixem num objetivo único - o desenvolvimento de Vizela. Daí que o fundamental seja a definição de uma escala de prioridades, a mesma escala que deve estar arredada de todo o tipo de interesses, que não seja o interesse do concelho. O mesmo se pode dizer em relação ao país e ao mundo.

Mas hoje estamos a falar de Vizela e em 2018 será imperdoável que a requalificação da Escola Secundária de Vizela não avance para o terreno, sabendo nós que a execução da obra é sustentada por uma comparticipação externa ao Município. Mas é mais do que hora de proporcionar à sede do Agrupamento de Escolas de Vizela condições mais condignas ao seu funcionamento. 

Também em 2018 será preciso, efetivamente, dar fim a um constrangimento que atinge, principalmente, as populações de Santo Adrião e Tagilde. Vizela precisa de uma passagem sobre o Rio Vizela que garanta a segurança das nossas populações e facilite a circulação dos meios de transporte das empresas que precisam de atravessar aquelas duas freguesias. Sabemos que, neste caso, as opiniões se dividem, mas o que queremos é que seja encontrada a melhor solução para este problema, porque é, de facto, um problema.

Sabemos, entretanto, que será intervencionada uma das principais entradas da cidade, no Lugar das Teixugueiras. O que esperamos, por isso, para 2018, é que a hora de ponta em Vizela deixe de ser tão crítica, principalmente, para quem tem necessidade de se deslocar desde aquele local até à Circular Urbana. Não se justifica tanto tempo no “pára arranca” para um tão curto percurso.

Para 2018, e parece já ser uma frase feita ou até desgastada, por tantas vezes ter sido dita, esperamos uma resolução definitiva para as Termas de Vizela, que precisam de ganhar uma nova vida, sendo insustentável a situação de não pagamento de rendas à Câmara Municipal e que, segundo últimas informações, já se prolonga há vários meses. 

Este será também o ano que Vizela comemorará os 20 anos de Município. Momento que deverá ser de reflexão mas também de ação. Mais do que recordar o passado, temos todos, diariamente, a obrigação cívica de contribuir para que todos possamos dizer em uníssono - valeu a pena. E ninguém nos limita na nossa capacidade de sonhar e querer mais para Vizela. Por isso, volto ao início para perguntar, o que queremos para Vizela em 2018? O melhor. E para os vizelenses? Mais qualidade de vida, o que passará também por investimentos em equipamentos ou iniciativas propiciadoras de tempo de qualidade. Mas também um alívio na carga fiscal e que poderá motivar ou até libertar meios para que haja depois um retorno no investimento dos vizelenses na economia local.