Editorial 08 de novembro de 2018

Helena Lopes

2018-11-08

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Paradigmas mais recentes do desenvolvimento regional têm vindo a valorizar o papel do espaço e as características endógenas do território, que surgem como determinantes para o desenvolvimento de regiões. Não há dúvidas disto. O Rio Vizela tem estado no centro das atenções, mais uma vez, nos últimos dias. E não porque de repente alguém superior resolveu que, finalmente, a limpeza dos leitos era para avançar em força, era prioridade. Não, infelizmente. O Rio Vizela voltou a ser desrespeitado no passado dia 31. Tem sido uma desilusão constante para as gentes desta terra sempre que acordam com o Rio Vizela colorido, poluído. É que as pessoas acreditam mesmo, momentaneamente, que o panorama melhorou. Os dias de acalmia das águas vão “mentindo”, escondendo a realidade. 
Os focos poluidores estão lá, continuam lá. Vizela está cansada de falsas promessas no que toca à salvação do seu recurso. A Câmara Municipal de Vizela decidiu, esta semana, que estava na hora de dar mais um passo. A descarga poluente do passado dia 31 de outubro fez saltar a tampa aos responsáveis autárquicos, àqueles que transparecem a crença de que a situação melhorou. Esta semana dará entrada no Ministério Público uma queixa-crime, contra a empresa “Águas do Norte”, a mesma que gere a ETAR de Serzedo, foco identificado, pelas autoridades, de descargas para o Rio. 
Esperemos que esta queixa não tenha o mesmo desfecho das outras que vão sendo apresentadas contra outros focos poluidores. Vizela não vai perder este fio à meada. E vai reclamar por novidades. 

Esta semana é notícia o atropelamento que se revelou fatal para um vizelense, junto da Rotunda Guilherme Caldas Peixoto. Já no passado, não muito longínquo, levantou-se a questão em relação às passagens para peões, numa altura em que os atropelamentos junto do Centro de Saúde foram constantes. Os peões e os automobilistas queixam-se da pouca luminosidade e estará na hora de olhar para este assunto com “olhos de ver” para evitar males maiores. 

Não sou vizelense, mas os longos anos em que por cá me encontro deram-me a conhecer a história da terra, figuras da terra. Há muito que me lembro de ouvir falar da “Fernandinha” e confesso que fiquei contente com a homenagem que a paróquia de S. João lhe quis prestar ao dar o seu nome ao Auditório. Pessoas desta fibra são raras. E cada vez mais. E é em vida que se deve reconhecer a dedicação de alguém. O Padre José Machado foi sábio. 

Este fim de semana, todos os caminhos vão dar a Conde. É onde haverá castanhas e vinho e onde a população vai honrar o padroeiro S. Martinho. Damos-lhe a conhecer, nesta edição, tudo o que precisa saber sobre a festividade com um especial de duas páginas.