Editorial 07 de novembro de 2019

Fátima Anjos

2019-11-07

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Numa altura em que abundam as operações de investigação no nosso país e que incidem sobre as mais variadas entidades privadas mas, também, sobre diferentes organismos públicos, pesa a necessidade de acelerar procedimentos para que todos possamos ter o esclarecimento cabal sobre o que verdadeiramente está em causa, sob pena de vivermos permanentemente sobre uma nebulosa que nada traz de bom para a sociedade em que vivemos.

Depois passamos horas a discutir os elevados níveis de abstenção no país no que concerne à participação eleitoral mas, também, cívica.
Quando todos sabemos a razão, os portugueses estão desacreditados no sistema em que estão inseridos e as notícias que nos chegam diariamente são, não só cada vez em maior número, mas apresentam uma abrangência que tende a ser paulatinamente superior.

Para que o caminho se faça no sentido inverso, as autoridades devem, na medida das suas possibilidades (e aqui os seus representantes devem reforçar meios), apresentar resultados o mais depressa possível, para que depois se possa entregar o que é da justiça à justiça. E aqui também deve haver celeridade no tratamento destes processos que devem ser priorizados. Isto para libertar o nome dos inocentes, condenar os culpados e, sobretudo, dar fim a esta ideia de impunidade e de que vivemos num país, onde se pode quase tudo.

Ainda esta semana, destacar também o anúncio da recandidatura de Dora Gaspar à liderança da Comissão Política da Concelhia de Vizela do Partido Socialista, em eleições que terão lugar em janeiro, e que escolheu com cuidado as palavras que utilizou na Conferência de Imprensa convocada para a última terça-feira. Isto porque saberá que esta é altura de unir o eleitorado e não interessará criar casos políticos.

Não terminar sem antes lembrar a memória de Maria de Lurdes Sampaio e Melo que partiu esta semana. Um símbolo da educação na freguesia de Santo Adrião e que terá por parte daquela autarquia a homenagem póstuma de que é merecedora. O seu nome está já eternizado na escola a que emprestou o seu nome pela sua dedicação ao ensino.

Maria de Lurdes Sampaio e Melo, que em tempos muito diferentes dos atuais, conseguiu ser muito mais do que uma professora numa sala de aula.

Partiu aos 93 anos.

Vizela não a esquecerá.