Editorial 06 de Julho de 2017

Fátima Anjos

2017-07-06

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Está a decorrer esta semana em Vizela aquela que é a primeira edição do Estágio da Academia de Música da Sociedade Filarmónica Vizelense e que reúne na cidade várias dezenas de jovens, muitos deles de fora do concelho.

Uma excelente ideia. Em primeiro lugar, porque proporciona a ocupação de tempos livres através do ensino artístico e, neste caso, através da música, excelente meio para criar laços entre crianças e adolescentes. Ao mesmo tempo, a organização decidiu e bem proporcionar aos participantes o desfrute da cidade, dividindo o seu tempo entre o espaço de concentração e de aprendizagem e o de descontração e convívio.

De visita ao Parque das Termas no início desta semana, logo percebemos que este tinha ganho uma nova vida com a presença destes jovens no pulmão da cidade. Alguns a chegar da piscina, outros a praticar minigolfe e outros tantos, simplesmente, a conviver na companhia de um gelado adquirido no comércio local e nesse dia com uma movimentação superior à habitual.

Tudo isto para dizer que a Sociedade Filarmónica Vizelense tem a cada ano que passa superado o trabalho já feito, não se resignando ao já conquistado. E mais, trabalhando para garantir a sua sustentabilidade – o seu futuro – através da cativação de novos alunos. Até porque não sabemos até quando se manterão ativos os acordos com o Administração Central e que têm permitido o funcionamento em Vizela do ensino articulado que, por sua vez, tem possibilidade o ensino gratuito de música a centenas de vizelenses.

Será para as nossas associações que a nossa classe política terá sempre de olhar com especial atenção. São elas, na sua grande maioria, grandes prestadoras de serviços aos mais variados níveis. Muitas das vezes chegam mesmo a substituir o Estado nas suas funções.

Por isso, não bastarão visitas circunstanciais de campanha eleitoral (e aqui, para que não haja dúvidas, enquadram-se todas as forças partidárias e de quase todo o país). Sim, é importante que se possa fazer o diagnóstico das suas necessidades, mas num concelho como o de Vizela, estas são mais do que conhecidas. Não basta aparecer, é preciso agir!

Ainda esta semana, queria deixar um voto de pesar pelo falecimento de Daniel Ferreira, conhecido entre todos nós pela sua dedicação ao FC Vizela. Uma palavra de coragem à sua família.