Editorial 04 de outubro de 2018

Fátima Anjos

2018-10-04

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Enquanto nos encontrávamos a fechar a edição desta semana do RVJornal regressavam os nossos bombeiros ao Monte da Garrafinha para atacar as chamas que acabavam de reacender depois do incêndio desta terça-feira ter sido dado como extinto. 

Acreditamos que a situação ficará resolvida dentro em breve e acreditamos, porque sabemos da capacidade dos nossos soldados da paz que se mobilizaram, mais uma vez, em força e em grande número para o combate às chamas. Acreditamos também porque o nosso Comandante Paulo Félix tem dado provas da sua capacidade de liderança e, sobretudo, de mobilização do Corpo Ativo para a sua função principal - a do socorro.

Acreditamos porque reconhecemos o valor da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vizela e daí a importância das eleições do próximo dia 13 de outubro. Sabemos que até às 18h00 desta quarta-feira ao presidente da Assembleia-Geral, o General Cipriano Alves, só tinha chegado uma candidatura, aquela que é encabeçada pelo Eng. José Pires, sendo certo que o prazo só termina dia 04, esta quinta-feira. Mas todos sabemos, ou deveríamos saber, que o importante é a estabilidade daquela casa, mantendo no topo a motivação de quem veste a farda e faz frente aos maiores dos perigos. Não é para qualquer um. Sabemos disso. Um bem-haja para todos eles!

Entretanto, ainda por Vizela, o Executivo Municipal acaba de anunciar que decorre um processo de negociações, tendo em vista a aquisição do Instituto Silva Monteiro. Não sabemos para já quanto é que esta aquisição poderá custar à Câmara Municipal e de que forma é que esta poderá interferir nas contas da autarquia, isto porque não nos podemos esquecer que, embora Vizela tenha saído do Programa de Apoio à Economia Local, há uma fatura que tem de continuar a ser paga em resultado da operação de substituição de dívida. Daí que todos devam estar atentos para a importância da gestão desta dívida e também, a haver essa possibilidade, para a redução do passivo.

Mas também não é menos verdade que existem eixos de ação que devem ser encarados como sendo prioritários, nem que para isso, seja preciso colocar outras ambições em período de hibernação. O social é uma prioridade e reabilitar este edifício, que está hoje deitado ao abandono e cujas condições são conhecidas pela maioria, e transformá-lo numa Creche e num Centro de Dia poderá vir a ser uma boa solução para dar resposta às dificuldades sentidas, principalmente, pelas populações de Tagilde e S. Paio.

Que as negociações possam chegar a bom porto e que aquele edifício com história na Educação em Vizela possa voltar a abrir as suas portas, até porque o seu presente em nada dignifica tudo aquilo que este já representou no passado.

Um bom fim de semana para todos vocês e que espero que seja de maior descanso para os nossos Bombeiros!