Editorial 02 de novembro de 2017

Fátima Anjos

2017-11-02

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1. Termas Vizela
Não há dúvidas de que o desenvolvimento de um concelho está completamente dependente da adoção de medidas que tornem o seu território diferenciador, pela positiva. Se no passado, a aposta foi, muitas das vezes, tentar copiar o que se fazia além fronteiras. Agora o caminho a fazer é precisamente o inverso, daí que a palavra “identidade” seja hoje muita usada pelos agentes políticos.
Muitos achariam que bastaria que as Termas de Vizela reabrissem para que voltassem a ter o sucesso de outrora, revolucionando a economia local e até reconquistando o título de Rainha das Termas de Portugal. Pois, mas não foi isso que aconteceu, pelo menos, até ao momento. Isto porque o setor da saúde e bem-estar dispõe hoje de uma grande oferta, mas também porque os consumidores são hoje muito mais exigentes. Para a escolha de um balneário termal, além do preço que tem de ser competitivo, pesam muitos outros fatores, entre os quais está a qualidade do alojamento e a oferta ambiental, cultural e de tempos livres do território onde este se encontra inserido. É preciso marcar pela diferença e, neste caso, a missão ficará facilitada pelas caraterísticas da nossa água termal, conhecidas em grande parte do nosso país. Mas não chega. Hoje, em determinadas situações, não basta ter, é mesmo preciso mostrar que existe e daí que no turismo de saúde e bem estar tem que haver, além de uma aposta forte nos serviços a prestar, uma sensibilidade muito grande para a importância da promoção turística. 
É já do conhecimento público que o atual Executivo Municipal já reuniu com o Grupo Tesal, tendo agendada ainda para esta semana, uma reunião com o acionista da Companhia de Banhos, seguindo-se depois um contacto com o Turismo de Portugal, entidade que se apresenta como “uma organização para o desenvolvimento do turismo nacional” e que tem como missão qualificar e desenvolver infraestruturas turísticas e apoiar o investimento no setor. Alguns dirão que será um investimento a reverter para um grupo espanhol, cujo projeto inicial “furou” já algumas expetativas, mas eu julgo que as repercussões de um funcionamento das Termas na sua plenitude serão vantajosas para toda a economia local, onde cada um de nós, assume um papel, como prestador de serviços ou como beneficiário.
Que não haja dúvidas, e aí penso que haverá consenso entre as diferentes forças políticas, que o crescimento de Vizela terá de ser feito a partir do Rio Vizela e das potencialidades das suas Termas. Os recursos naturais da cidade serão os elementos identitários mais fortes.
Daí que a melhor obra dos mandatos de Dinis Costa é, ainda hoje, a requalificação da Marginal Ribeirinha. Daí que Miguel Lopes tenha conduzido a Coligação ao melhor resultado de sempre, tendo como bandeira a devolução do rio aos vizelenses e a luta pela reabertura das Termas. Daí que todos os candidatos na última campanha tenham centrado o seu programa na resolução do dossier Termas e na despoluição do Rio Vizela e o novo presidente da Câmara Municipal de Vizela tenha iniciado o mandato com este processo, dando o sinal de que tudo deverá iniciar-se a partir daqui.

2. Entrevista Pedro Machado
Por falar em elementos diferenciadores, destacamos esta semana a entrevista que o Presidente da Câmara Municipal de Lousada concedeu à Rádio Vizela, na qual destacou o pacote de medidas de incentivo ao investimento, aliviando a carga fiscal às empresas que desejem se instalar nas áreas destinadas ao acolhimento empresarial. De acordo com Pedro Machado, os resultados apareceram, tendo contribuído para a diminuição do desemprego e para a criação de riqueza no concelho. Falamos de Lousada, que também tem apostado bastante na realização de iniciativas e eventos âncora, de que são exemplo a aposta na Rota do Românico ou a realização do Festival Folia. Mas que também passam pelo Desporto, nomeadamente pelo Rally de Portugal, aonde o desporto automóvel tem muita tradição.