Editorial 02 de agosto de 2018

Fátima Anjos

2018-08-02

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O concelho de Vizela está em festa. Dizem os cartazes que as Festas da Cidade se realizam entre 10 e 14 de agosto, mas a verdade é que o centro da cidade já se encontra em movimento e animação não tardará a chegar. Ao mesmo tempo decorrem as Festas de Santa Eulália, que apresentam este ano um dos melhores cartazes de sempre.
Existe sempre a tentação de compararmos a programação destinada aos dois eventos, mas aqui dizer que concordo com João Vaz, presidente da Comissão de Festas de Vizela, quando, em entrevista ao nosso jornal, vem dizer que esta é uma excelente oportunidade para que os vizelenses possam usufruir de dois grandes eventos – as Festas de Vizela mas, também, as Festas de Santa Eulália, ainda para mais quando estamos a falar de espetáculos de acesso gratuito.
Mas este fim de semana ficará ainda marcado pelas comemorações do 05 de agosto de 1982, estando à responsabilidade daquela Comissão de Festas colocar, pelo segundo ano consecutivo, um cortejo na rua alusivo à revolta popular que colocou naquele dia Vizela no mapa. A fasquia está este ano ainda mais elevada, depois de no ano passado, a organização ter dados provas de que tal era possível, contando ao seu lado com muitos participantes quer no corso, quer na assistência.
Ainda esta manhã, antes de iniciar mais uma jornada de trabalho, ouvia na rua uma senhora perguntar o porquê de se realizar em Vizela uma festa alusiva ao 05 de agosto. Uma pergunta que não ficou sem resposta e que foi dada pela companheira que com ela seguia viagem a pé. Isto só vem provar de que continua a fazer sentido manter viva a memória coletiva desta cidade e da qual faz parte, inevitavelmente, o dia em que os vizelenses mostraram que não estavam dispostos a “vergar a coluna” perante as decisões unilaterais vindas de Lisboa.
Pela positiva destacar também esta semana, a entrega dos primeiros cheques bebés no concelho. Não tenho dúvidas de que serão uma importante ajuda para a maioria das famílias que o recebeu. Mas também não tenho dúvidas de que muito mais tem de se fazer neste país para incentivar a natalidade, a começar pela criação da oferta pública ao nível da creche – ou seja para crianças dos 04 meses aos 3 anos de idade – garantindo ainda o alargamento dos horários do seu funcionamento, dando resposta às atuais exigências do mercado de trabalho, que impõe uma flexibilidade de horários cada vez maior.
Uma excelente semana para todos vós! E, nossos  emigrantes, sejam bem vindos a casa!