Covid-19 - Por favor, fiquem em casa

Fátima Anjos

2020-03-26

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Que ninguém tenha dúvidas da seriedade da situação. Que ninguém tenha dúvidas de que comportamentos de risco podem ter como consequência a nossa morte e a morte de outras pessoas. O nosso fim ou o peso que carregaremos por uma vida pelo mal que infringimos, por negligência, a alguém, que até nos pode ser muito querido.

Não há explicação para algumas situações que se têm vivenciado. Há quem esteja mesmo a brincar com o fogo e não é por falta de informação, porque ela chega-nos a toda a hora e por todos os meios. Por favor, por si, pelos seus, pelos nossos, fique em casa e quando sair, que seja mesmo porque tem de ser, ou porque vai trabalhar, ou porque tem de adquirir bens básicos à sua sobrevivência (e aqui otimize para ir o menos vezes possível) e se vive num espaço confinado a quatro paredes, sim, pode ir dar um passeio pela natureza mas procure um local não frequentado pela maioria. Não faltam possibilidades no Vale que nos aconchega. Não precisamos de ir todos para o S. Bento, nem para a Marginal Ribeirinha ou Parque das Termas, que poderão acabar por ser fechados, caso se mantenha, como no último fim de semana, a aglomeração de pessoas naqueles locais. E porque não? Rui Moreira, autarca do Porto, que muitos têm aplaudido pelas suas ações no combate à Covid-19, encerrou 30 parques públicos na cidade Invicta. E fê-lo a 14 de março, ainda sem que tivesse sido decretado o Estado de Emergência pelo Presidente da República.

Sim, os portugueses na generalidade têm-se portado bem e os vizelenses também. Mas a generalidade não chega. Temos de ser todos. Caso contrário, sabemos que haverá muita mais gente a morrer, a pandemia demorará muito mais tempo a ser controlada e os sacrifícios a que seremos sujeitos no futuro serão muito maiores porque enquanto alguns dão “passeios higiénicos” outros estão com os seus estabelecimentos fechados ou os seus negócios em stand-by, contando os dias para que possam regressar à normalidade, porque haverá contas para pagar e no segundo semestre serão a dobrar, tendo por base o que foi anunciado na última sexta-feira pelo Governo. Algo que talvez António Costa terá de repensar, porque quem não puder pagar o IVA e a TSU nos próximos meses, muito dificilmente, conseguirá liquidar estes valores no segundo semestre quando somados com os valores referente a esse período.

Por isso, cumprir as diretivas da Direção-Geral de Saúde não é só uma luta pela vida, é uma luta também pelo sustento das nossas famílias. Além de que não podemos estar sempre à espera que façam tudo por nós, quando não estamos dispostos a fazer o mínimo – protegermo-nos e proteger os outros.

Fiquem em casa, sempre que possam!