BULLYING: O Limite do (Des) Respeito ao Outro!

Raquel da Silva Fernandes

2017-03-16

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Diz o ditado “não faças a outro o que não queres que te façam a ti…” e, bem certo o é. O Bullying, é o fenómeno, identificado em termos nacionais e internacionais, considerado, atualmente, como o abuso sistemático do poder, no que tem que ver, nas relações estabelecidas entre pares. Para alguns autores “é uma forma de comportamento agressivo, …, maldoso, deliberado e persistente, podendo durar semanas, meses ou anos”, podendo, em determinados casos, ser díficil para a vítima se defender.

De salientar que, casos de Bullying, não só acontecem em contexto escolar, bem como, familiar, laboral, num bairro, como até mesmo no país. Cyberbullying, um novo fenómeno de Bullying, mas em contexto virtual, exemplo disso, através mesmo, da rede social.  Segundo investigações feitas em Portugal, em 2014, os dados já indicavam que os casos de Bullying atingiam já os 1.446 casos. Se olharmos para o panorama nacional, para as escolas e, fizermos contas, poderíamos dizer, que em 2014 tinhamos 241.000 alunos a sofrerem de Bullying, ou seja, 20% do total. À luz destes dados, hoje, acredito que haja um número bem superior de casos de Bullying em Portugal.

Criada à sensivelmente pouco tempo, a Associação Anti-bullying com Crianças/Jovens apresenta como objetivo combater a violência nas escolas, o que para tal, envolve alunos, pais e escola – professores. Lembrar, desde já, que qualquer pessoa pode denunciar casos de Bullying. Urge que a (s) vítima (s) peçam ajuda o mais rapidamente possível. Caso a vítima não o faça, é importante que colegas, amigos, professores, familiares denunciem estes casos o mais precocemente possível, impedindo assim, que situações destas sejam silenciadas e que passem despercebidas ao olhar da sociedade. Seja onde for e com quem for, é nosso dever cívico “contar o que se passa”, tratando-se desde logo deste tipo de circunstâncias.

Não de ontem, não de hoje e, provavelmente amanhã, de saber que o Bullying tem efeitos negativos. Há forte necessidade de se estudar cada vez mais estes fenómenos, por forma, a que se possa contribuir para evitar problemas comportamentais e emocionais. Há que perceber, desde logo, que os próprios agressores não detêm um único perfil, sendo na maior parte das vezes não só violentos, bem como, manipuladores, diria mesmo “sedutores”, de maneira que apenas querem atingir o seu próprio objetivo.

Pretendo, sobretudo, com a escrita do artigo, ALERTAR…alertar, sobretudo para estes e outros perigos; que o Bullying existe – infelizmente – e que se não atuarmos hoje, agora, as situações ganham maiores proporções. Citando Luther King “o que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.

Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.”