Algo vai mal no M(in)istério da Educação!

Raquel da Silva Fernandes

2017-07-13

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Algo vai mal no M(in)istério da Educação!
Sabemos que, algo vai mal quando é notícia algo do género – “professora suspeita de divulgar enunciado de exame estará identificada” (In Público). O que é grave!
Sabemos que, algo vai mal quando, ainda que pela mesma fonte, “em anos anteriores, já tinha havido suspeita de que a docente tinha transmitido informações aos alunos sobre o que sairia nos exames”. O que é ainda mais grave!
Mas mais grave ainda é, o facto deste e outros exames nacionais serem feitos por milhares de alunos, anualmente, no caso do exame de Português em concreto (79 025 mil alunos, In Jornal de Notícias), sendo usado para ingresso no ensino superior (30% para a média da disciplina) e, vir o ministro de seu nome Tiago Brandão Rodrigues, informar que não anularia o exame mesmo confirmando-se as suspeitas de fuga de informação. 
De facto, algo vai mal…
Olhemos, então, o outro lado da moeda…
Para o ministro da Educação a resolução deste caso é bastante simples “se alguém saiu beneficiado, sofrerá as consequências previstas no regulamento, …, o Ministério agirá civil, disciplinar e criminalmente contra o seu autor ou autores” (In Público). A minha questão, também é simples, alguém parou para pensar nos alunos que, numa mesma circunstância de exame, não tiveram a mesma “oportunidade/facilitismo” que certos alunos de Lisboa, sim de Lisboa, de antecipadamente, saberem o enunciado do exame? Porque isto sim é lamentável e grave!
Aqui, a par da fuga de informação, preocupa-me ver, cada vez mais, uma atuação isenta de rigor por parte do Ministério da Educação. 
Algo vai mal no Mi(ni)stério da Educação, é um facto. Mas não se choquem se, à semelhança de António Costa, o senhor Tiago Brandão Rodrigues for pedir a um focus group para medirem o impacto da tragédia que tem sido o seu desnorte.