A meia verdade… é sempre mentira

João Ilídio Costa

2019-05-09

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(qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)


Efetivamente, existem pessoas que são verdadeiros artistas na arte da “meia verdade”, pretendendo limpar, com esse estilo, as ofensas à dignidade e honra das pessoas.
A pretexto de uma decisão judicial que considera, em certa medida, que há “férias” na vida das pessoas, período de tempo em que vale tudo, até ser malcriado, malformado e mal-agradecido, sem contudo deixar de considerar que, se não fora o contexto, a “música” seria outra pois estaríamos perante um crime de difamação.
Ora, é aqui que entroncam os valores, dos quais a ética é fundamental.
Hoje utiliza-se a arma da manipulação e da falsificação, algumas vezes com a cobertura da própria justiça, para atingir fins muitas das vezes inconfessados.
Porém, como diz o poeta “há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não” e por isso não me verguei a compromissos de conveniência, disfarçados de altruísmo, pois acredito em valores, faço uma vida com base em valores, sem períodos de inimputabilidade, pois a lealdade, o rigor, a coragem, a solidariedade, a paixão e o respeito, nunca devem meter “férias”, devem ser uma constante da vida sob pena de “perdermos o pé”.
Também tenho presente o ensinamento de que “quem não compreende, desespera”, e por isso faço do ditado popular “até ao lavar dos cestos é vindima” uma forma de estar, esperançado que após a vinha vindimada o vinho seja bom e saiba bem, e os bagos nunca produzam uma mixórdia, que disfarçada em cálices de bom vidro iludam a realidade, porém, sem deixar de ser mixórdia. 
Se para bom entendedor “meia palavra basta”, acho que já me alonguei em demasia no discurso dos valores, pelo que prometo solenemente: para este peditório é a última contribuição que dou.