A LEI DO MAIS FORTE

José Borges

2016-11-30

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A competição a eliminar, promovida pela Liga Profissional de Futebol e denominada Taça CTT, suscitou em mim a ideia, de que os seus promotores, dão privilégio absoluto à causa material da coisa, em detrimento do equilbro competitivo, e do respeito que se deveria ter pelos Clubes mais modestos e pelos adeptos de todos os clubes. Então vejamos de forma sucinta o perfil da competição. Em duas eliminatórias consecutivas, mais de metade dos Clubes, são logo votados pela beira fora em jogos a uma só mão. 
Numa segunda fase, são constituídos quatro grupos de quatro equipas, cada grupo liderado pelos quatro primeiros classificados do campeonato anterior. Vejamos por exemplo o grupo em que o FC de Vizela ficou incluído. Depois de forma convincente ter eliminado Fafe e Gil Vicente, tocou-lhe agora em sorte o Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira e Benfica. Sendo a única equipa do segundo escalão, é forçada por calendário a disputar um jogo em casa e dois fora do seu reduto. Ora digam lá se esta é a forma correta de defender e proteger os mais “pequenos”. Quase me apetece reproduzir o velho ditado de que “ os rios correm todos para o mar” contribuindo para a macrocefalia que também ao nível do futebol cada vez se impõe neste País que tem por defeito debruçar-se e colocar-se de cócaras perante todos os fenómenos que representem poder, seja ele de que índole for. Apesar deste olhar mais crítico ao perfil competitivo da prova, uma nota para fazer sentir a vantagem material e de visibilidade, que da mesma reverte a favor do FC de Vizela.
A começar, o facto de no próximo dia 28 de Dezembro, aquando do primeiro jogo da prova, o Vizela receber às 21h00 no seu Estádio o Vitória de Guimarães, com honras de transmissão televisiva. Este será mais um momento alto da história do Clube, pois nesse jogo será inaugurada a iluminação artificial que vai valorizar e prestigiar ainda mais o complexo desportivo do Clube mais representativo de Vizela. 
A presença maciça de adeptos e Vizelenses neste evento que se quer seja de FESTA, que curiosamente se enquadra na semana das festas natalícias, poderão transformar-se no sinal de grandeza, que muito bem pode motivar a nova gestão da FC Vizela Futebol “SAD” para novos projectos de investimento, nomeadamente recursos que permitam dotar a equipa de futebol com alternativas, que proporcionem ao seu dedicado técnico meios, que lhe permitam fazer face às contrariedades que sempre resultam das competições. Saibamos todos utilizar e pôr ao serviço do Vizela a parte boa da emoção. Vamos em frente. O caminho faz-se caminhando, de forma sólida e solidária de preferência.

A Lei do Mais Forte

José Borges

2019-02-07

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Quem pode manda, quem não manda obedece. Esta terá sido a frase por mais vezes ouvida pelo povo submisso a regimes totalitários, em que apenas uma parte tinha direito à opinião. 

A cultura da submissão do mais fraco ao poder e domínio do mais forte, vai-se de forma lenta mas progressiva diluindo no tempo, e está diretamente ligada à evolução da nossa civilização. Longe vão os tempos dos imperadores feudais e da escravatura indiscriminada da população. As transformações sociais e civilizacionais fazem-se a ritmos diferentes, consoante as latitudes em que a coisas acontecem. Enquanto cidadão, considero-me um privilegiado em ter vivido num dos mais fascinantes períodos da nossa civilização. E evolução da ciência e a revolução tecnológica, trouxe-nos até à era do conhecimento e do mundo das oportunidades. Vivem-se hoje fenómenos, que num passado recente não passavam de pura ficção. 

Implantaram-se regimes democratas, minimamente respeitadores da condição humana e que permitem ao coletivo respirar. De forma organizada ou individual, todos temos o direito formar e promover opinião e dar contributos, que na nossa perspetiva possam ser úteis à organização da nossa sociedade. Deste espaço, qual Dom Quixote, tenho como rebate de consciência debitado opinião e definido conceitos, com esse propósito. A persistência aliada à fé, permitem-me com otimismo concluir, que o homem saberá utilizar a inteligência de que é dotado na construção de um mundo cada vez melhor. 

Saberá através da sua intervenção, denunciar pequenos ditadores, que quais patrões teimam em impor ordens que emanam duma única vontade ou da vontade do grupo, que de forma subserviente de si depende. 

As organizações que gerem o desporto nacional, estão carentes de líderes na sua verdadeira ascensão, que com caráter, isenção e desprendidos de interesses grupais, tragam ao fenómeno, aquilo que ele verdadeiramente merece. Saibam refletir sobre a forma como estão organizados os quadros competitivos. Sobre os interesses dos Clubes no seu todo, independentemente da prova em que competem. Evitem que se avolume a macrocefalia do nosso futebol. Assisti ao Vitória de Guimarães - FC Porto. 

Um atleta do Vitória lesiona-se e vai para o Hospital. Nada de importante. 
Ninguém ligou patavina. Lesiona-se o Marega, arrasta a perna e sai do campo. Parecia ter caído o Carmo e a Trindade tal o aparato da comunicação social. 

Impôs-se a regra a esbater. 

A lei do mais forte.