Tiago Silva em terceiro lugar no Tex Templários Extreme

Vizelense têm-se destacado na participação em maratonas BTT por todo o país

O atleta Tiago Silva foi o terceiro classificado na prova Templários Extreme (TEX), na prova a Solo, competição em BTT com orientação por GPS. Trata-se de uma dura prova, com a dificuldade alta disputada ao longo de dois dias, em Tomar e nas redondezas.

O primeiro dia correu bem ao atleta, que acabou no terceiro lugar da geral, a três minutos do vencedor. No entanto, um problema técnico na bicicleta, fez o piloto ter uma queda violenta, que o impossibilitou de lutar por um lugar ainda mais à frente.  Como referiu ao RVJornal, esta acabou por ser uma prova de grande sacrifício “Foi muito difícil, principalmente no segundo dia, porque a queda foi um bocado violenta. Havia momentos que era mais lágrimas que suor, mas continuei a lutar e consegui o terceiro lugar. À minha frente tinha um ex-campeão nacional de maratonas, um campeão regional do meu escalão, alguns atletas de topo nacional, acho que consegui um excelente resultado”, salienta.

Confessa que pensou em desistir, “sim, mas depois lembrei-te daquilo que aprendi com o Marco Martins e com outro colega, o Carlos Pinto e continuar a lutar, pois esta modalidade é um exercício de superação de cada um”.

Esta acaba por seu mais uma vitória que vem premiar o esforço de Tiago Silva, que por circunstâncias da vida, se tornou atleta. Tudo começou em 2017, depois de ter recuperado de problemas de obesidade, necessitava de praticar um exercício físico, adquiriu uma bicicleta e a partir dai começou a sua paixão pelo BTT. Começou com passeios informais, com um grupo de amigos, os Rotas e Trilhos, intensificando com o tempo os seus treinos.

E com a paixão pelo BTT cresce também a admiração por Marco Martins, o ultramaratonista BTT vizelense, que já participou nas melhores provas do mundo, da especialidade. Depois de ano e meio a treinar ganhou coragem e decidiu enviar uma mensagem ao seu ídolo. “Mandei uma mensagem ao Marco, perguntando se podia treinar com ele, e ele disse-me, que a média que fazia, era demasiado alta para mim e que eu não aguentava aquilo.  Comecei a focar-me naquela média, treinei, treinei, treinei até que consegui chegar lá. Mandei-lhe outra mensagem a dizer que já conseguia fazer a média, que tínhamos falado, marcou um treino, a partir dai, menos ao fim de semana treinámos juntos. É a minha motivação para treinar, o meu ídolo, o meu objetivo é treinar para aguentar os treinos com ele”, afirma.

As provas de competição iniciaram-se em 2018, numa altura em que começou a ser acompanhado pelo mesmo treinador de Marco Martins. Em março de 2018, uma prova de 12 horas, “choveu de inicio ao fim, aquilo foi mesmo um terror, e fiz segundo no meu escalão, M40, foi um excelente resultado, e a partir dai fiz quase sempre as provas de 12 ou de 24 horas, em que o Marco participava, acho que consegui pódio em quase todas”.

Este ano Tiago Silva foi integrado numa equipa de Valongo a Arca Endurance Bike Time, que no seu caso representa uma mais valia financeira, pois passou a contar com apoio, no que à inscrição nas provas diz respeito, situação muito dispendiosa para os atletas.

Destaca ainda a dureza desta modalidade, que acredita “não é para todos”. Considera que este é um desporto que requer muito sacrifício, muita força de vontade, de cada participante. “Exige muito trabalho físico, muito trabalho mental, muito sofrimento”. Por isso não sabe se já estará preparado para grandes provas, como por exemplo, o The Munga Race. “Isso era sempre a cereja em cima do topo do bolo, só que isso já exige um investimento monetário muito grande e nem sempre é possível. Neste momento, ainda não sei também se estou preparado para essas longas provas.  

A curto prazo Tiago Silva tem em agenda a participação no PT Internacional Open Mountain Bike Iron Brain Vizela, nas 12 Horas, a 25 deste mês, nas 24h de Famalicão, e no Campeonato da Europa também nas 24 Horas.