S. Martinho comemorou 21 anos de vila

Futuro centrado na criação de uma rotunda de ligação à VIM.

S. Martinho do Campo assinalou ontem à noite, a passagem de 21 anos sobre a elevação da freguesia à categoria de vila e que agora se encontra agregada a outras duas - S. Salvador do Campo e S. Mamede de Negrelos -  tendo dado origem a Vila Nova de Campo.

A sessão solene comemorativa contou com casa cheia e serviu para a assinatura dos contratos de desenvolvimento desportivo e para a entrega de subsídios a mais de duas dezenas de associações numa ação da Junta de Freguesia de Vila Nova do Campo traduzida num investimento no associativismo local de cerca de 15 mil euros.

Da cerimónia constaram os habituais discursos e a primeira a tomar da palavra foi a presidente da Assembleia de Freguesia: “A nossa vila já não é a mesma. Passados 21 anos começa a transparecer a beleza que nela estava em pedra bruta. É claro que esta mudança implica alguns constrangimentos, algum desespero por todos os que aqui passam [Avenida Manuel Dias Machado], mas todas as obras são assim”. “Há necessidade de desarrumar para depois ficar tudo como deve ser”, acrescentou a responsável.

Processo de agregação ainda dá que falar

O processo que agregação das três freguesias numa só e que deu origem a Vila Nova do Campo ainda faz correr alguma tinta, principalmente, nos dias que antecedem cerimónias como a de ontem à noite.

Mas Marco Cunha, presidente da Junta de Freguesia, afirmou que é preciso olhar em frente e adotar políticas que promovam condições para que as pessoas se sintam como parte integrante de uma só freguesia: “Depois de uma agregação de freguesias, ainda que imposta, tivemos de nos adaptar e perceber a nova realidade. É nosso desígnio manter as raízes, o bairrismo e as tradições de cada território. No entanto, também é nosso dever desenvolver políticas que permitam que lentamente as pessoas se sintam integradas numa freguesia única que tem de ser gerida por um único Executivo”. “Se por um lado, temos de ter cuidado para fazer investimentos descentralizados nas três freguesias, por outro não podemos estar só preocupados com o equilíbrio dos pratos da balança. Temos de perceber onde existem mais carências, para que as possamos eliminar independentemente da sua localização”, garantiu o autarca.

Presente esteve também Joaquim Couto. O presidente da Câmara de Santo Tirso lembrou que ação do Município é indispensável para que Juntas de Freguesia, como a de Vila Nova do Campo, possam dar resposta às solicitações das suas populações: “Infelizmente as Juntas de Freguesia não estão dotadas, pelo Estado, de meios financeiros que lhes permitam desenvolver as suas delegações e competências. Precisam “como pão para a boca” dos acordos, da colaboração, do diálogo, da proximidade e da sensibilidade política da Câmara Municipal, a quem compete olhar para o concelho todo e tentar ser justo com a população em relação aos investimentos e prioridades que cumpram os objetivos do mandato.

Criação de uma rotunda de ligação à VIM será “a obra do mandato”

Em entrevista à Rádio Vizela, Marco Cunha garantiu que a freguesia se encontra atualmente “num reboliço” mas por bons motivos. Nas extintas freguesias de S. Mamede e S. Salvador do Campo decorrem obras na rede de saneamento, enquanto em S. Martinho de Campo prossegue a obra de requalificação da Avenida Manuel Dias Machado.

No entanto, aquela que o autarca apelida como “a obra do mandato” surgirá mais à frente mas com início, talvez, ainda este ano. Em causa estará a criação de uma rotunda que fará ligação à VIM mas também à Estação da CP de Lordelo. Obra que, segundo Marco Cunha, evitará o congestionamento do trânsito e a ocorrência de mais acidentes. Na rede viária, e ainda em 2018, estão também previstas intervenções nas ruas de Sandim e Entre-estradas.

Entretanto, a autarquia encontra-se também a intervir nos cemitérios da freguesia com a construção de 22 sepulturas em S. Salvador do Campo, seguindo-se depois S. Martinho, com a criação de mais 33.

De acordo com Marco Cunha, tem ainda havido investimento na organização dos serviços prestados pela autarquia. Ontem mesmo foi inaugurado um “dispensador de senhas” que custou àquela Junta cerca de 5 mil euros e que tem como missão organizar o acesso aos serviços prestados pela Junta, nomeadamente, o Posto de CTT, o Gabinete de Emprego e Formação Profissional, o Gabinete de Ação Social e ainda as Consultas Sociais de Nutrição.

Requalificação do Parque do Olival e construção do novo pólo da CAID

À Rádio Vizela, o presidente assegurou, por isso, que as suas atenções não estão apenas centradas no “betão”, lembrando a população sénior que se encontra a participar na iniciativa “Santo Tirso Ativo”, a colaboração com as Associações de Pais e que visa a ocupação das crianças nos tempos não letivos mas também todas as atividades que têm vindo a ser dinamizadas no Parque do Olival. “O objetivo é fixar a nossa população em Vila Nova do Campo”, afirmou Marco Cunha, adiantando que há um projeto que está a ser desenhado em conjunto com a Câmara Municipal e que visa a requalificação do Parque do Olival. Falou na criação de um açude que possa permitir a ida a banhos, contudo, disse tratar-se se um projeto que ainda será “para outras núpcias”. Isto porque existirão outras prioridades, nomeadamente a construção de um novo pólo da Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente nas instalações da antiga sede da Junta de Freguesia de S. Salvador do Campo, sendo que para esta sexta-feira está já marcado um jantar que visa angariar fundos para a concretização deste sonho.