PS diz que edil mantém o silêncio sobre obra do centro

PS critica o silêncio em relação às questões/preocupações levantadas pelos socialistas.

Foi o tema em destaque na reunião do Executivo da passada terça-feira e o PS, que se absteve na votação dos projetos de requalificação da Praça e do Jardim, através de uma nota informativa, veio reforçar a sua opinião quanto à forma como decorreu o processo.

Volta a referir que o período de discussão pública das propostas foi “para inglês ver” e que Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara, “decidiu sozinho sobre os projetos de requalificação”. “Perante as preocupações apresentadas pelos vizelenses e pelo PS, o sr. presidente da Câmara mantém o silêncio”, refere o PS que reclama esclarecimentos por parte do edil sobre “o estacionamento para táxis, cargas e descargas, a falta de uma proposta uniformizada para esplanadas”. “Nem uma palavra nova sobre uma intervenção ao nível da arqueologia, tendo o PS proposto na reunião de Câmara Municipal a criação de uma Gabinete Municipal de Arqueologia, e nem uma palavra sobre a declaração da Praça como Sítio de Interesse Arqueológico Municipal”, dizem os socialistas.

Além destes pontos, referenciam outro que se prende com a “valorização do passado de Vizela relativo à transição do século XIX para o XX, auge do período termal, dando visibilidade ao facto das nascentes da água termal estarem situadas naquele espaço, propondo-se o desenvolvimento de um centro interpretativo do termalismo (passado e presente)”, reclamando também “a reabilitação das linhas de água que atravessam a Praça ou a reabilitação do túnel que dá acesso às Termas”. Criticam ainda o silêncio sobre “a necessidade de aumento de sanitários e a criação de condições prévias para uma plataforma artística (palco), na zona sul da Praça, em vez de um alegado novo bar anunciado em dezembro pelo sr. presidente da Câmara”, lê-se.