“O público de Vizela é um público de festa”

Pedro Cazanova é um dos dj’s convidados para animar as Festas da Cidade de Vizela, na Noite da Juventude.

A Rádio Vizela esteve à conversa com aquele que é considerado um dos dj’s mais famosos ao nível nacional e internacional.

RVJornal (RVJ) – O que é que o público de Vizela pode esperar da sua atuação?

Pedro Cazanova (PC) – Podem esperar, acima de tudo, um set com novas sonoridades, um set eletrizante. Prometo fazer o meu melhor possível. Vou tentar animar a festa e fazer a festa. Tentar fazer dessa noite  inesquecível para as pessoas que irão lá estar.

RVJ – Qual o trabalho que irá apresentar em Vizela?

PC – Eu tenho um novo tema que está brevemente para sair que é o “Stars in the sky”, portanto, irá ser um dos temas que irei apresentar e claro, os outros temas já conhecidos.

RVJ – Já atuou em Vizela ou esta será a primeira vez?

PC – Já atuei várias vezes, mas nas Festas da Cidade penso que não.

RVJ – O que espera do público de Vizela?

PC- O público de Vizela é um público muito bom, é um público de festa. É uma boa cidade para tocar, é um público que faz com que se torne fácil passar música. É um público muito simpático portanto, acho que vai ser desenvolvido um bom trabalho, tanto para mim como para eles.

RVJ – O que acha que mudou desde o começo da sua carreira?

PC- Mudou muita coisa. Eu comecei quando era jovem, era muito novo. Na altura fazia pequenas festas como, por exemplo, na escola. Hoje em dia as coisas são completamente diferentes. É um patamar completamente diferente, estamos a falar de um patamar a nível internacional e profissional. Muita coisa mudou. Podíamos estar aqui o dia inteiro a falar sobre o que mudou. Continuo a fazer aquilo que amo porque, acima de tudo, há a paixão, mas depois, cada vez mais, tem que haver bastante trabalho. Antigamente, fazia isto apenas por diversão mas, hoje em dia, é um trabalho sério, para além da paixão enorme que existe, é um trabalho com uma grande responsabilidade.

RVJ – Considera que as rádios têm sido um importante meio para difundir a sua música?

PC – Muito importantes. As rádios são das coisas mais importantes para conseguir expandir o meu trabalho. Se as rádios não divulgarem o meu trabalho, só com as redes sociais era impossível chegar onde estou hoje. As redes sociais são uma grande ajuda mas as rádios conseguem ser uma ferramenta muito mais apurada que as redes sociais.

RVJ – Acha que a house music consegue, cada vez, atrair mais pessoas, até mesmo de outros géneros?

PC- Sim. A música é uma linguagem universal. Não interessa se é house music ou outro género qualquer de música. Não conheço ninguém que não ouça música. Há sempre certas músicas que mexem com o nosso bem-estar. Às vezes estamos tristes e optamos por aquela música que vai de encontro a esse estado de espírito, quando estamos mais pensativos escolhemos outro tipo de música, quando queremos sair à noite para nos divertir vamos ouvir música. A música faz parte do nosso dia-a-dia.

RVJ – Quais são as suas influências, que artistas ou outros dj’s o inspiram?

PC – Eu sou uma pessoa que ouve praticamente de tudo. Prova disso, é o meu álbum favorito não ter nada a ver com música de dança. Há um artista bastante conhecido que é o Little Louie Veja, não é um ídolo mas pode-se dizer que é como se fosse. Toquei várias vezes com ele e vibrei imenso, é uma pessoa muito profissional, é um génio.

RVJ – Para além da música house, a que outros géneros musicais gosta de ir “beber”?

PC- Ouço todo o tipo de música e há certos instrumentos que penso que ficam bem na música que faço. Há instrumentos que não têm nada a ver com a música house mas que depois, enriquecem-na muito. Acho que, em qualquer tipo de música, conseguimos ir buscar ideias. Portanto, ao juntar esses bocadinhos conseguimos ir buscar outras influências, enriquecendo a música que fazemos.

RVJ – Relativamente ao futuro, que tipo de trabalhos já tem planeados?

PC – Já tenho vários temas para sair. Saiu um tema novo em maio, vai sair outro agora. Já tenho vários temas na carteira. Vão haver muitas novidades. Eu conto os anos de setembro a setembro e, neste próximo ano que vem, vai haver muita coisa nova.

(Entrevista de Miguel Dias)