Joaquim Meireles nega intenção de condicionar Assembleia

Em resposta a comunicado do Bloco de Esquerda.

O Bloco de Esquerda de Vizela lançou esta semana um comunicado, onde condenava a postura de Joaquim Meireles na última Assembleia de Freguesia de Santa Eulália. Alega que o atual vice-presidente da Câmara Municipal de Vizela tentou condicionar os trabalhos, no período de intervenção do público, quando um cidadão se dirigiu à Assembleia para questionar a colocação de um poste de eletricidade no Beco das Bouças, um caminho que continua a reclamar como privado. Um assunto já antigo, abordado no início de mandato pelo PS, em sede de reunião camarária.

Ontem à tarde Joaquim Meireles respondeu, por escrito. Referiu que o comunicado do Bloco “coloca em causa” o seu “direito de falar na Assembleia de Freguesia de Santa Eulalia” e “tenta manchar” o seu nome, “com insinuações que não correspondem á verdade”, lê-se. Quis esclarecer o vice presidente da Câmara que a sua intervenção foi feita como elemento do público e cidadão residente, estando “em pé de igualdade com qualquer outro cidadão”.

Nega entretanto que tenha tido a intenção de condicionar os trabalhos da presidente da Assembleia de Freguesia, mas sim “esclarecer e possibilitar a correção de algo que não estava bem, como a própria, depois de ler o documento que lhe foi entregue, reconheceu, dando-me razão, factos que se encontram registados na gravação áudio da dita sessão da Assembleia de Freguesia”, esclarece. 

Quanto ao assunto que está na base da discussão, Joaquim Meireles diz que o Beco das Bouças “se trata de uma via que apoia mais de quatro habitações, com toponímia e numeração de polícia atribuída, infraestruturas de água, saneamento, iluminação pública, pavimentada, infraestruturas todas criadas/construídas com dinheiros públicos, há mais de doze anos, sem qualquer oposição por parte de quem quer que seja e, desde essa altura, a via vem sendo utilizada pelo público em geral”. Acrescenta que a Câmara já entregou aos vereadores do PS todos os documentos “que comprovam que o dito caminho é público”, questionando o motivo pelo qual, depois de criadas as condições no caminho, o assunto volta a público. A terminar, Joaquim Meireles recorda que há cerca de um ano foi confrontado com o tema por João Ilídio Costa, vereador do PS na altura: “O mesmo dizia que garantidamente resolveria o problema, nem que fosse pela via judicial. Facto é que o dito Vereador foi-se embora e hoje não existe qualquer sentença que determine que o dito Beco das Bouças é domínio privado”.