“Demorou a prestar o serviço a quem há muito o encomendou”

João Polery desafia Cidália Cunha a provar o contrário da sua defesa.

“Demorou a prestar o serviço a quem há muito o encomendou. Fê-lo…a que preço, não sabemos. A forma de pagamento irá ser descoberta… e a justiça decidirá o que lhe compete”, refere João Polery.

Refere que “não cede a chantagens nem a intimidação de quem nem a legislação é capaz de citar corretamente” e que “recorda-se à mesma que a prova documental do que afirmou resulta dos próprios relatórios de contas da sociedade Veta Larga – Trading Lda., que aquela invoca”, lê-se.

Acrescenta que “não basta citar documentos, sendo preciso lê-los” e que desses “relatórios de contas resulta tratar-se de empresa inativa há mais de 8 anos, período no qual não transacionou quaisquer bens e serviços”.

João Polery desafia Cidália Cunha “a provar o contrário”, adiantando que “a incompatibilidade resulta do exercício de funções efetivas ou de qualquer atividade societária que, não existe durante o exercício de funções no Município” pelo próprio, “não decorrendo da mera manutenção, no registo comercial, da qualidade de gerente, sem correspondência factual com qualquer ato de gerência”, lê-se.

Diz não ter dúvidas que Cidália Cunha “invocou, reiterada e falsamente, uma qualidade de gerente que não existia, a propósito de uma sociedade e, não satisfeita, ignora o teor dos meios de prova que invoca – prestações de contas – donde resulta a inatividade de outra sociedade”.

“Nada é mais claro e insofismável. Se a Senhora Vereadora entende que os seus deveres de comunicação às entidades tutelares ficam condicionados à sua exoneração, agradece-se a amnistia mas fica desde já dispensada dessa condição”, acrescenta João Poley que garante que “jamais acumulou outros rendimentos de proveniência societária com a remuneração das funções desempenhadas no Município, o que - isso sim - o constituiria na obrigação de restituição de salários”, adianta.

O Chefe do Gabinete de Apoio ao Município diz-se de “consciência tranquila” e “aguarda serenamente tudo que o futuro tenha para lhe reservar, com a confiança de que os Vizelenses saberão separar o trigo do joio”, termina a resposta de João Polery.