Chumbada proposta do Orçamento Participativo Municipal

A “paternidade” da proposta pertencia aos vereadores do PS.

Foi a votação esta terça-feira e foi reprovada com os votos contra do Movimento Vizela Sempre e da Coligação.

Ainda antes da votação, o PS havia defendido o Orçamento Participativo Municipal como uma iniciativa que se propunha a incentivar a cidadania ativa, promovendo a participação e o envolvimento dos munícipes nas dinâmicas de governação e na definição de prioridades. Na proposta lia-se ainda que a sua aprovação implicaria a integração dos projetos vencedores no Orçamento Municipal de 2020.

Para Fátima Andrade, este não seria o timing certo para a apresentação desta proposta, uma vez que o orçamento participativo jovem, que nasceu de uma proposta da Coligação ainda no mandato anterior, ainda se encontra em fase de implementação. Por isso, votou contra. Tal como o fez Victor Hugo Salgado, referindo que o Orçamento Participativo Municipal não constava do seu manifesto eleitoral. “Além disso, e dadas as debilidades verificadas no concelho, decidimos eleger as Juntas de Freguesia como sendo as principais interlocutoras na identificação das principais necessidades. Posição que manteremos até ao final deste mandato”, justificou o presidente da Câmara Municipal de Vizela. Mas o vereador Horácio Vale não ficou convencido: “Trata-se apenas de um subterfúgio político para não aprovar uma proposta, só porque é apresentada pelo PS”.