Centro Paroquial de Moreira de Cónegos festeja 25 anos

Espetáculo solidário encerra as comemorações.

O Centro Paroquial de Moreira de Cónegos está a festejar o seu 25º aniversário. As comemorações arrancaram na segunda-feira e vão culminar no sábado, dia 15, com o espetáculo Solid’Arte. A diretora da instituição, Goreti Guimarães, que se fez acompanhar por Noémia Martins, terapeuta ocupacional, foram as convidadas do Espaço Associa-te. O programa está disponível, na íntegra, em www.radiovizela.pt.

 

RVJornal (RVJ) - O Centro Paroquial de Moreira de Cónegos não serve apenas a população de Moreira de Cónegos?

Goreti Guimarães (GG) – Não. O âmbito de ação está centrado em Moreira de Cónegos, mas também abrangemos outras localidades, nomeadamente Vilarinho, Vizela, S. Martinho do Conde e ao nível de lar a abrangência é para quem nos procura

 

RVJ – O Centro Paroquial de Moreira de Cónegos tem cinco valências na sua estrutura, começando pelas valências ligadas à infância: a Creche e o Pré-Escolar. Quantas crianças nesta altura estão ao vosso cargo?

GG – Neste momento, na Creche temos 60 crianças, estamos com a lotação totalmente preenchida, e no Pré-Escolar 75, também totalmente preenchida. Sentimos que ao nível da Creche a oferta existente é insuficiente para as necessidades, prova disso é o número elevado de utentes que estão em lista de espera.

 

RVJ – Há a possibilidade de rever o acordo com a Segurança Social?

GG – Para além do acordo temos também que ter meios físicos que permitissem o alargamento. Sabemos que ao nível do Pré-Escolar o futuro é um bocadinho incerto, porque a rede pública também vai alargando e não sei o que é que o futuro nos reserva. Poderá, porventura, haver a possibilidade de reconversão, no futuro, de uma ou outra sala do Pré-Escolar em Creche ou, nunca se sabe, se no futuro poderemos alargar a estrutura da instituição.

 

RVJ - E no que se refere à valência de Centro de Dia, esta é uma resposta para pessoas a partir de que idade?

GG – Habitualmente o Centro de Dia é para pessoas a partir dos 65 anos, no entanto nós acolhemos pessoas com idade inferior, desde que as condições de saúde condicionem para esse tipo de frequência. Temos algumas situações de pessoas mais novas, estou-me a recordar de uma utente que tem 48 anos, mas devido a problemas de saúde que apresenta, não havia condições para estar em casa, então recorreram ao Centro de Dia e acolhemos esse tipo de utentes também. Ao nível do Centro de Dia temos 24 utentes, mas temos capacidade para 30.

 

RVJ – Sente que há abertura da população sénior para frequentar este tipo de espaço ou considera que ainda há alguma relutância?

GG – Ainda há alguma. Verificamos que a pessoa tem essa resistência, mas nós propomos sempre para experimentar um dia e se não gostar pode continuar em casa. Notamos também é que as famílias recorrem ao Centro de Dia quando os utentes quase já tinham condições para a ERPI (Estrutura Residencial para Idosos). O nosso Centro de Dia está com um grau de dependência bastante elevado, o que nos condiciona um bocadinho ao nível das atividades, nomeadamente ao exterior, porque a locomoção, a dependência, não permitem algumas atividades que gostaríamos de desenvolver de uma forma mais assídua.

 

RVJ – Na ERPI, qual o número de utentes?

GG – Temos 45 utentes. Nos iniciámos a atividade do lar em dezembro de 2013, passado um ano, sensivelmente, fizemos a inauguração da ERPI.

 

RVJ – E faz parte também da estrutura um Serviço de Apoio Domiciliário…

GG – Sim. Apenas temos sete utentes e um dos nossos objetivos no futuro é alargar o Serviço de Apoio Domiciliário. Uma das dificuldades que tínhamos inicialmente era não funcionar ao fim de semana, porque só tínhamos respostas sociais nos dias úteis, mas com a ERPI já nos permite outro tipo de resposta. Para já não temos tido grande procura, mas julgo que os utentes que temos estão muito satisfeitos com o serviço que prestamos. Temos capacidade de resposta para 30 utentes, no entanto, ao nível do acordo [com a Segurança Social] temos para sete, já pedimos o alargamento dos sete para os 30 para poder responder a um maior número de pessoas. Agora, é claro que para termos várias equipas estipuladas apenas para esse serviço temos que ter um número de utentes que se justifique e o Serviço de Apoio Domiciliário é um bocadinho volátil, tanto temos mais, como menos utentes.

 

RVJ – Quais as principais dificuldades que uma instituição como a vossa apresenta?

GG – A nossa maior dificuldade é não dar resposta a todas as pessoas que nos solicitam. É muito complicado vermos os pais que nos procuram para podermos admitir uma criança e nós não termos resposta. Muitas vezes as pessoas precisam de ir trabalhar e não têm onde deixar o filho e nós não conseguimos responder. O mesmo se passa ao nível da ERPI, [pois] as pessoas, quando nos procuram, já sentem que estão num momento de aflição, não conseguem arranjar soluções e nós estamos limitados ao número de utentes que temos. Ao nível financeiro, obviamente que nós vivemos de alguma maneira com as comparticipações da Segurança Social e com as comparticipações dos utentes, tentamos gerir o melhor possível os meios financeiros da instituição para suportar as despesas correntes da mesma. Há uns anos contávamos com os apoios de muitas empresas, [agora] cada vez mais esses apoios são menos ou praticamente nulos, portanto acabamos por ter que fazer uma gestão bastante apertada.

 

RVJ - Fevereiro é um mês de celebração para o Centro Paroquial de Moreira de Cónegos que completa 25 anos no dia 15, isto é, no próximo sábado. As comemorações arrancaram no dia 10 e vão culminar no dia 15. O que se pode destacar sobre este último dia de comemorações?

Noémia Martins – São comemorações pensadas no nosso projeto socioeducativo, que está em vigor de 2019 a 2022 e que é Viver com Arte. Sábado será o dia grande, pois é o dia de aniversário, vamos começar a tarde com a receção aos convidados (…) e à noite, no Centro Pastoral, terá lugar o espetáculo Solid’Arte. Nestes 25 anos achamos que a prenda deveria ser para a comunidade e fazia sentido fazer face a alguma dificuldade que considerássemos importante, então, em colaboração com a Junta de Freguesia, percebemos que existe um Banco de Ajudas Técnicas, de cadeiras de rodas, andarilhos, camas articuladas, equipamentos que fazem falta neste momento. Assim, a entrada, no valor de 2,50 euros, vai reverter para a Junta de Freguesia para comprar mais materiais deste tipo. O espetáculo vai contar com as atuações de Luizão Sampaio, Vera Cardoso, 4 Mens, Jorge Pacheco, Marco Génio, ALEZIV, Sedarf, Neno, Rancho Infantil de Moreira de Cónegos e uma atuação especial dos nossos meninos do Pré-Escolar.

 

Programa 

Sábado, dia 15

15h30 – Tarde comemorativa aberta à comunidade (nas instalações do Centro Paroquial)

18h00 – Eucaristia solene (na Igreja Paroquial)

19h00 – Sessão de fogo de artifício (no adro da Igreja)

20h30 – Espetáculo Solid’Arte (Centro Pastoral)