Assembleia Municipal aprovou por maioria Contas de 2016

Assembleia Municipal de Vizela realizou-se esta noite.

Os Documentos de Prestação de Contas de 2016 foram aprovados por maioria na Assembleia Municipal de Vizela, realizada esta noite, na Casa das Coletividades. A bancada PS e o deputado da CDU votaram favoravelmente, já a coligação PSD/CDS-PP optou pela abstenção.

José Abreu, durante a sua intervenção, sublinhou que 2016 foi o ano em que menos se investiu no concelho e que, durante os últimos anos, “estivemos perante um Município em manutenção”. O deputado da coligação PSD/CDS-PP enalteceu o valor do passivo, que se situa nos 33 milhões de euros, lamentou os elevados impostos que os vizelenses pagam e rematou dizendo que os Documentos de Prestação de Contas de 2016 “merecem muitos reparos”.

Agostinha Freitas, líder da bancada socialista, enalteceu que este é um fechar de ciclo para Vizela, atendendo a que nos últimos anos o Município esteve sujeito às condições do PAEL e do Reequilíbrio Financeiro. Este é um “cortar de meta”, vincou a deputada. Para Agostinha Freitas, a dívida atual do Município, no valor de 15.863.645 euros, deve-se à não introdução da dívida da Vimágua, do Fundo de Regularização Municipal e também à amortização de juros de mora.

Dora Gaspar, vice-presidente da Câmara Municipal de Vizela, admitiu que a receita dos impostos é importante para os cofres do Município, no entanto, espera que os impostos diminuam e que os vizelenses sintam esta redução já no próximo ano. Dora Gaspar repetiu que o bom desempenho dos últimos seis meses de 2016 foi fundamental para atingir o valor da dívida expresso nos Documentos de Prestação de Contas.

Da Assembleia Municipal destaca-se também a aprovação da sétima modificação aos Documentos Previsionais de 2017. Esta proposta foi aprovada com cinco votos a favor e 21 abstenções. A favor votaram António Monteiro, da CDU, Gonçalo Castro e Armando Silva, do PS, e os presidentes de Junta, eleitos pela coligação PSD/CDSPP, Francisco Correia e Luís Carlos Magalhães. Todos os outros deputados abstiveram-se.

Agostinho Guimarães, deputado do PS, na sua intervenção falou em “asfixia democrática”. Coube a Dora Gaspar, vice-presidente do Município, defender este ponto. Para a responsável, estas alterações “devem ser olhadas como opções de gestão” e disse que não aceita lições de democracia, em resposta ao deputado socialista.

Paulo Leite, da CDU, apresentou a sua renúncia ao mandato, neste sentido, em definitivo, caberá a António Monteiro representar o partido na AMV até às próximas eleições. António Monteiro apenas tomou da palavra no período antes da Ordem do Dia. Relembrou algumas das obras que seriam importante levar a cabo em Vizela e questionou o Executivo sobre a Reta do Peso, em Santa Eulália. Dinis Costa, presidente da Câmara Municipal de Vizela, explicou que a Infraestruturas de Portugal já esteve a efetuar uma vistoria na Reta do Peso.