António Costa propõe-se devolver Santo Adrião ao PS

Apresentação também serviu para dar a conhecer o hino de campanha dos socialistas para as autárquicas de outubro.

Realizou-se esta noite a apresentação de António Costa à Junta de Freguesia de Santo Adrião pelo Partido Socialista (PS).

“Queria agradecer os elogios e, modéstia à parte, (…) eu sei ter reconhecimento daquilo que fiz ao longo de 16 anos e, como tal, penso efetivamente que as palavras abonatórias que me foram dirigidas elas encaixam-se na perfeição”, afirmou António Costa. Durante todos esses anos, António Costa esteve à frente da freguesia pela coligação PSD/CDS-PP e hoje não tem dúvidas do que pretende para os destinos de Santo Adrião: “Há 20 anos conquistei esta freguesia ao Partido Socialista, agora proponho-me repô-la ao Partido Socialista a partir do dia 01 de outubro deste ano”.

O candidato já tem o seu programa eleitoral preparado. Entre as medidas apresentadas consta a criação de um gabinete de apoio ao empreendedorismo, de forma a auxiliar as empresas, associações e particulares, possibilitando que tenham conhecimento de todos os incentivos do quadro comunitário “Portugal 2020” e assim executar projetos para a expansão e criação do seu negócio. António Costa quer um espaço multiusos na freguesia para a realização de eventos, quer tornar realidade o espaço de lazer e reativar o futebol na freguesia: “É vergonhoso para a freguesia de Santo Adrião e, deixem-me dizer, com um bocadinho de culpa, ou melhor, com quase toda a culpa para o atual presidente de Junta, e para a Junta de Santo Adrião, porque viu esfumar-se o clube União Desportiva e Cultural de Santo Adrião e nada fez para quer ele pudesse se manter. Para o próximo ano haverá uma equipa de futebol ou no amador ou no distrital”. Do seu programa eleitoral consta ainda a aquisição de uma viatura de apoio à população e diligenciar junto da Câmara para o alargamento da Rua de Britêlo e da Fábrica, para melhorar o acesso à autoestrada. Entre as propostas constam ainda a reivindicação da ligação da Rua Fonte Costa d’Agra à de Lamelas, pavimentar ruas e a reivindicação junto da Câmara para a construção de uma ponte para pesados ou alargamento das pontes de Santo Adrião: “Há a pretensão de alargar a Ponte Velha, podem todos dizer que concordam, mas eu tenho vontade própria e a minha vontade é que se fizesse um estudo para que se fizesse uma ponte capaz de suportar o trânsito pesado e que não se descaracterizasse a nossa Ponte Velha”.

 

João Ilídio Costa diz que é preciso criar “diferenciação”

 

“Sempre fui um líder”, afirmou o candidato do PS à Câmara Municipal de Vizela, João Ilídio Costa. O candidato entende que “só há uma solução na vida, no trabalho, nas empresas ou nas associações: é criar diferenciação”. “Se nós não criarmos diferenciação não vamos a lado nenhum”. No seu discurso, João Ilídio Costa justificou também a razão de a candidatura socialista ter elementos de vários quadrantes políticos: “Confrontado com a situação extremamente difícil do Partido Socialista, e eu tenho que vos dizer com toda a franqueza: defendi, de “alma e coração”, com o elemento que quebrou o laço com o partido para que na realidade isto não acontecesse. Ele tinha o meu apoio inclusive dentro do próprio partido, mas infelizmente a sua ambição pessoal acabou por falar mais alto e acabou por fazer aquilo que não devia. Acabou por lançar o PS e Vizela numa situação complicada e por essa razão decidi aceitar este desafio. Mas para ultrapassarmos barreiras acabámos por lançar uma campanha e convites de uma forma transversal na sociedade, não só no Partido Socialista, mas o Partido Socialista, partido como infelizmente está, não tinha condições per si para resolver a situação e por essa razão é que fomos buscar elementos à esquerda e à direita”.

João Ilídio Costa “o que promete cumpre”, afirmou, por sua vez, o candidato à Assembleia Municipal de Vizela. Carlos Alberto Costa, não escondeu que já fez “algumas críticas ao Partido Socialista”, mas garante que ele e a sua equipa não vão “permitir as poucas-vergonhas que aconteceram nestes últimos dois anos. Nunca, em circunstância alguma, nós vamos abandonar o nosso posto de trabalho. Não vamos trair pelas costas o nosso presidente”.