André Ribeiro inaugura exposição este sábado

André Ribeiro revela em exposição os detalhes do dia a dia que nos escapam.

André Ribeiro inaugura este sábado, dia 03 de fevereiro, pelas 17h00, uma exposição na Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes. A mostra é composta por 30 trabalhos e pode ser visitada até ao final do mês. André Ribeiro é artista plástico, tem 43 anos de idade, e o RVJornal aproveitou a ocasião para entrevistar o vizelense.

 

RVJornal (RVJ) - Como descobriu o gosto pela pintura?

André Ribeiro (AR) - O gosto pela arte veio desde cedo. Os primeiros trabalhos, de pintura, foram feitos nos meus 17 anos e de lá até agora tenho estado sempre ligado às artes.

 

RVJ - Frequentou algum curso ligado às artes?

AR - No ensino secundário frequentei o Curso técnico profissional de Artes e Indústrias Gráficas em Londres, no Cordwainers College, e depois frequentei a Escola Superior Artística do Porto, onde tirei uma licenciatura em Pintura e outra Licenciatura em Artes/BD/Ilustração.

 

RVJ - Como descreve a sua arte?

AR - Não consigo definir-me num só conceito. Os meus trabalhos têm características do simbolismo, do surrealismo e de outros e acabam por ser uma mescla de tudo o que vivo e interiorizo.

 

RVJ - Onde pinta geralmente?

AR - No atelier em casa.

 

RVJ - Que tipo de material, normalmente, utiliza nos seus trabalhos?

AR - Trabalho com objetos abandonados, velharias e trato de lhes dar uma nova vida e novo significado.

 

RVJ - Quais os pintores de sua referência?

AR - Marcel Duchamp e Joseph Corwell.

 

RVJ - O André Ribeiro está refletido de alguma forma na sua pintura? Ou seja, quem o conhece consegue ver naquilo que pinta traços da sua personalidade?

AR - Eu estou em todos os meus trabalhos e quem me conhece bem consegue seguramente ver-me nos meus trabalhos. Tenho uma linguagem própria de trabalho.

 

RVJ - Já pintou algum quadro e depois não gostou?

AR - Muitos. É difícil chegar ao ponto em que dizemos está finalizado. Há sempre uma experiência na procura da linguagem.

 

RVJ - Acha que a pintura também acompanha a sociedade?

AR - Claro que os artistas plásticos são pessoas atentas às mudanças e à evolução e assim os temas atuais estão presentes nos trabalhos e também na própria forma de os apresentar. Contudo, muitas vezes, considero que as artes estão à frente da própria sociedade. O que nos escapa no dia a dia podemos ir buscar à pintura. A pintura dá-nos uma perspetiva diferente de ver o mundo, de ver a vida.

 

RVJ - Qual o nome da exposição que será inaugurada na Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes no próximo sábado?

AR - Os meus trabalhos refletem-me a mim e por isso a exposição chama-se André Ribeiro.

 

RVJ - É composta por quantos trabalhos?

AR - É composta por cerca de 30 trabalhos.

 

RVJ - Apresente a exposição? Que ideia ou ideias pretende transmitir?

AR - O que quero mostrar, transmitir às pessoas são aquelas pequenas coisas que nos escapam no dia a dia.

 

RVJ - Pensa nas repercussões que a exposição pode ter? O que o deixaria satisfeito?

AR - Ser reconhecido na minha linguagem de trabalho.

 

RVJ -Que sonhos ou aspirações tem na pintura?

AR - Fazer trabalhos que simbolicamente traduzam o mistério da minha vida.

 

Entrevista na íntegra no RVJornal.