Vila Desportiva arranca em força no Moreirense

Terraplanagens dão início a uma obra que irá decorrer ao longo dos próximos anos

Foi a pensar no futuro do Moreirense, mas também de toda uma região, que a direção do Moreirense decidiu adquirir uma quinta com 70 mil metros, situada a 150 metros do seu estádio principal, quinta essa que já foi paga pelo clube.

As obras já arrancaram e as máquinas trabalham na terraplanagem do espaço, com o intuito, como já referiu Vítor Magalhães, de fazer dois campos para a próxima época. “Quero ver se na nova época tenho dois novos campos relvados, para dar melhores atletas aos nossos jovens, tanto para a formação como para o futebol Sénior”.

Uma obra de grandes dimensões da autoria de dois jovens arquitetos de Moreira de Cónegos, estudado por eles e “projetado de uma forma em que possamos lentamente ir fazendo o que for mais urgente”, refere o presidente do clube.

Vítor Magalhães dá uma ideia do que pretende o clube para o espaço. “Aquilo que nós temos projetado é fazer quatro campos, com um corpo central, em que um dos campos terá uma bancada para 1500 pessoas sentadas e balneários. Aquilo é um espaço livre, onde as coisas vão sendo feitas em módulos. Temos projetado um espaço, onde podemos albergaria em modo academia, cerca de 30 jovens. Jovens que possamos ir buscar a vários países, alargar o nosso leque de prospeção, revela.

Ainda assim o presidente dos moreirenses tem noção de que este projeto não pode ter uma data definida para a sua finalização, dadas as verbas envolvidas. “É um projeto que engloba vários milhões e que vai aparecendo à medida que o possamos ir construindo”.

Vitor Magalhães refere também que o clube terá também que fazer uma forte aposta financeira, que virá “da venda de ativos do clube, como tem acontecido até agora, isto se continuarmos a trabalhar bem”. No entanto, está a contar com apoios institucionais. ”É mais difícil procurar um grande patrocinador, face à nossa dimensão. Temos a autarquia de Guimarães, que nos irá dar um apoio, nós iremos recorrer à Federação Portuguesa de Futebol, porque acho que a Formação, tem em função do mérito, que apoiar os clubes que melhor formação fazem, apoiar o mérito. É uma infraestrutura de interesse público e por isso entendo que deve ter um apoio institucional”.

Esta é uma obra fundamental para o futuro do clube, mas também no apoio que poderá dar ao futebol nacional, como afirma. “Para conseguirmos dar longevidade as nossas associações, nós temos que a dotar de infraestruturas muito boas, até para haver apetências do exterior. Vamos nos organizar e fazer parcerias, porque a nossa concorrência não está no mercado nacional, está no exterior. Quero que este projeto seja gerido por portugueses, pois nós temos muita qualidade. Tenho a certeza que uma das boas indústrias que temos é a do futebol”, assegura Vítor Magalhães.